A Business Insider, antes da pandemia de Covid-19, no ano de 2019,  anunciou uma lista das 50 cidades mais miseráveis dos EUA, e infelizmente, dez (10) delas estavam na Califórnia. A lista usou dados do último censo até antes da respectiva publicação. A pesquisa teve 1000 cidades e levou consideração a mudança de população (se as pessoas estão saindo de determinada cidade e se por um bom motivo), a porcentagem de pessoas que trabalham, a renda média das famílias, a porcentagem de pessoas sem assistência médica, tempo médio de deslocamento e número de pessoas que vivem na pobreza.

Frequentemente, algumas dessas cidades sofrem e são devastadas por desastres naturais como furacões, incêndios, etc.  Por outro lado, suas populações precisam lidar com altos índices de criminalidade, economias tentando se reerguer após crises econômicas, grande porcentagem de drogaditos ou doentes mentais, e falta de oportunidades de empregos.

Confira abaixo o ranking e a posição das 10 cidades da Califórnia que entraram na lista das 50 mais miseráveis dos Estados Unidos:

Lancaster (50)

Lancaster, uma cidade deserta, tem quase 160.000 pessoas, 51% das quais trabalham e 23% delas vivem na pobreza. Ela teve problemas com criminalidade, dependência de metanfetamina e de gangues neonazistas. Mas o prefeito R. Rex Parris está fazendo o possível para impulsionar a cidade, incluindo procurar investimentos na China.

Hemet (44)

Hemet tem uma população de 85.000 pessoas e, de 2010 a 2018, cresceu 8,5%. Ele tem lutado desde a recessão de 2008, no entanto. 23% das pessoas vivem na pobreza e as taxas de criminalidade são altas. Em 2016, 623 carros foram roubados, 170 roubos foram relatados e a polícia registrou 398 ataques agravados – o máximo neste século.

San Bernardino (42)

Dos 216.000 residentes de San Bernardino, 57% estão empregados e 30% vivem na pobreza. A cidade fica 60 milhas a leste de Los Angeles e tem uma história interessante. É onde o McDonald’s começou, assim como a gangue de motociclistas Hells Angels. Juntamente com uma recessão difícil, lá há uma fábrica de aço e uma base da Força Aérea fechadas, o que significa ainda menos empregos para a população.

Compton (41)

Compton tem 96.000 pessoas, 40% das quais não estão trabalhando e 23% vivem na pobreza. A cidade luta contra a pobreza e o desemprego. Mas, ao menos, lá não é mais tão perigoso quanto o modo como foi retratado no filme “Straight Outta Compton”. Em 1991, houve 87 assassinatos e, em 2014 esse número caiu para 17.

Montebello (40)

Das 62.632 pessoas de Montebello, 60% estão trabalhando e 14% vivem na pobreza. O tempo médio de viagem até lá é de 33 minutos e 19% das pessoas não têm plano de saúde. Um grande fator é a moradia a preços acessíveis. Porém uma pessoa do ramo de imóveis disse ao The New York Times, em 2019, que as perspectivas para compradores iniciantes não eram boas e que as oportunidades de morar lá não estavam crescendo.

Palmdale (36)

Palmdale tem 156.667 pessoas – 59% estão empregados e 19% vivem na pobreza. Para chegar lá também há um tempo médio de deslocamento de 42 minutos, que é o mais alto da lista. Já foi chamada de “a capital onde acaba a Califórnia.

El Monte (22)

El Monte tem 115.000 habitantes; 58% da sua população está trabalhando e 22% vive na pobreza. O tempo médio de viagem até lá é de meia hora. A cidade, localizada perto de duas rodovias de Los Angeles, teve bastante receita proveniente de concessionárias, mas teve dificuldades durante a recessão quando três concessionárias fecharam e a receita tributária da cidade caiu. Continuou tendo problemas com finanças e agora está dividida sobre o futuro da produção de maconha e uma grande instalação em particular.

Lynwood (21)

Lynwood tem 70.500 residentes – 60% trabalham e 23% estão na linha de pobreza. Era chamada de “o melhor lugar para se viver bem”. Mas as coisas não ficaram assim por muito tempo. A construção da Interestadual 105, que atravessa a cidade, fez com que muitos deixassem suas casas e ainda 1.000 casas e empresas fossem derrubadas. Mais recentemente, as autoridades têm se esforçado para gerenciar as finanças da cidade, resultando em perdas que poderiam ter sido usadas para ajudar a cidade.

Bell Gardens (14)

Bell Gardens tem 42.300 residentes; 63% das pessoas estão trabalhando e quase 30% estão vivendo na pobreza. Segundo um funcionário da cidade, em 1991, o problema com a cidade era a super lotação. A cidade teve que depender de um cassino para manter grande parte de sua receita tributária – em 2002, forneceu mais da metade.

Huntington Park (10)

Huntington Park tem 58.000 habitantes; 63% das pessoas estão trabalhando e 28% delas vivem na pobreza. O tempo médio de viagem até lá é de 31 minutos. O Los Angeles Times descreve Huntington Park como um “refúgio da classe trabalhadora”, que possui moradias populares, mas as altas taxas de pobreza acarretam em muitas dificuldades para comprar casas. A área tem mais de 97% de latinos e foi chamada de “ponto de entrada para imigrantes”. Uma parcela razoável desses imigrantes é ilegal e não pode votar, resultando em baixo engajamento político para a área.

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