Por Tâmara Lopes

Mulheres no mundo inteiro estão atendendo ao chamado e indo em busca da sua jornada interna, de pertencimento, autoconhecimento e reconexão. Existem muitos caminhos e possibilidades de se fazer essa jornada, porém aqui vamos falar dos grupos de mulheres e o seu poder transformador.

O círculo favorece um ambiente seguro para o encontro de si mesmo e o resgate da sororidade, nos apresenta a oportunidade de trazer para o consciente partes fragmentadas de quem somos e com isso passamos a nos sentir inteiros e pertencentes.  Nos expressamos de uma forma amorosa, nos sentimos seguras, somos acolhidas e acolhemos, escutamos sem julgamento ou crítica e, em um campo fértil, crescemos juntas, nos fortalecemos e nos reinventamos.

Fazer parte de um círculo de mulheres é diferente de ir tomar café com as amigas, por mais que isso seja especial também, mas em um círculo gradualmente nos despimos dos nossos papéis sociais, deixamos cair as máscaras. Em um círculo, ser vulnerável é um ato de coragem e entrega. Em um círculo, estamos rodeados por símbolos, rituais e cerimônias que trazem o sagrado para cada encontro e com isso aumentamos a frequência vibracional,  não apenas de cada participante, como também da sua família, da nossa comunidade e do planeta como um todo.

Participar ou criar um círculo de mulheres também é um ato social e evolucionário, pois através dele estamos mudando um paradigma de separatividade, individualidade, isolamento e superioridade. A Dra. Jean Shinoda Bolen, em seu livro “O milionésimo círculo”  faz a seguinte afirmação baseada na teoria do  Campo Morfogenético do Rupert Sheldrake: “Quando um número crítico de pessoas transforma sua maneira de pensar e agir, a cultura também se transforma e uma nova era se inicia”.

E por isso é tão necessário esse resgate, conexão, colaboração e união nas comunidades de mulheres no exterior também. É preciso fazer um chamado: como mulher, estamos em um momento em nossas vidas que não podemos nos dar ao luxo de esperar, de deixar os nossos sonhos de lado, de continuarmos com essa visão de separação dentro da comunidade feminina, onde há o predomínio do hábito de julgar e criticar.

Mais do que nunca, cabe a nós mudarmos esse paradigma, aceitar as pessoas como elas são, nos unirmos e começarmos a fortalecer o nosso ser e a nossa comunidade. Chegou a hora de assumir a nossa responsabilidade e criar conscientemente uma realidade de paz, colaboração, tolerância e amor.

É hora de resgatar o sentido colaborativo das comunidades de mulheres e reconectar com o desejo de sentar-se com suas irmãs, abrir o coração e compartilhar suas alegrias, medos, sonhos e se sentir segura. Dessa forma, aumentamos a nossa capacidade de sentir empatia e gradualmente vamos nos sentindo pertencentes e melhorando o nosso senso de comunidade.

É hora de celebrar umas as outras, ser parceira e colaborar com o crescimento das mulheres ao seu redor. É hora de deixar para trás os julgamentos, as críticas e ver que no fundo todos somos um!  Estamos diretamente ligadas e a forma que interagimos é essencial para o nosso crescimento e é um dos segredos para ter uma vida completa, feliz, com significado e alinhada com um propósito. Quando mulheres se reúnem, coisas incríveis acontecem. É hora de unir forças, despertar, celebrar e se reconectar!

*Tâmara Lopes vive em Orange Couty (CA) e é criadora do Global Soul® Movement, um projeto transformacional para mulheres expatriadas pelo mundo afora; facilitadora de círculos, transformações e curas; arteterapeuta com abordagem junguiana, thetahealer®, terapeuta ayurvédica, mestre em reiki e instrutora de meditação pela tradição védica  – www.tamaralopes.net

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