Imagem aérea mostra destruição provocada pelo furacão Dorian nas Bahamas. | Cortesia de Adam Stanton/Guarda Costeira dos EUA|  Divulgação via REUTERS

Depois de deixar um rastro de destruição nas Bahamas, com pelo menos 20 pessoas mortas, o Dorian agora se dirige para os Estados Unidos e deve chegar na Carolina do Sul nesta quinta-feira (05), com ventos regulares de até 180 quilômetros por hora e chuvas intensas.

Depois de ter sido rebaixado à categoria 2 na quarta-feira, com ventos menos intensos; ele voltou a crescer e continua tão ou mais perigoso que antes, segundo dados do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, segundo a sigla em inglês).

Já na manhã desta quinta-feira, de acordo com a agência Reuters, a mídia local relatou inundações no centro histórico de Charleston (cidade portuária na Carolina do Sul) antes do nascer do sol, e mais de 76.000 casas e empresas estavam sem energia nas áreas costeiras do estado, de acordo com o site de rastreamento poweroutage.us.

Uma das principais preocupações das autoridades norte-americanas, além dos danos que os ventos possam provocar em árvores e telhados, é o efeito das ondas do mar empurradas para a costa, que poderiam provocar inundações graves, sobretudo ao coincidir com a maré alta. Estima-se que a água poderia alcançar até dois metros de altura em algumas das faixas costeiras norte-americanas. Depois de passar pela Flórida, o Dorian é esperado na Geórgia e na Carolina do Norte e do Sul entre a noite desta quinta e a manhã de sexta. Os quatro Estados se encontram em estado de emergência. O presidente Donald Trump disse, depois de receber o relatório diário sobre o furacão, que o Dorian é “errático, poderoso e lento”.

Na Flórida, a correnteza arrastou uma mulher que se encontrava à beira do mar em Jacksonville.Segundo as autoridades locais, a mulher foi resgatada por um socorrista. O prefeito de Jacksonville pedia aos residentes via Twitter que se mantivessem afastados das praias. O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, informou por sua vez sobre a primeira morte em seu Estado relacionada com o Dorian: um homem de 85 anos que caiu de uma escada enquanto preparava o telhado de sua casa para resistir ao furacão.

Dorian é o segundo furacão mais violento já registrado, igualando outros dois de 1988 e 2005 pela velocidade máxima alcançada de seus ventos, com picos de 295 km/h registrados no domingo. O recorde pertence ao Allen, que em 1980 alcançou 305 km/h. A velocidade máxima dos ventos é o principal critério para categorizar os furacões segundo a escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5.

A força de Dorian

Na categoria cinco, Dorian foi o segundo furacão mais forte já registrado no Atlântico, com algumas rajadas atingindo 321 km/h. É o quinto furacão do Atlântico a alcançar a categoria mais alta nos últimos quatro anos.

O furacão Irma, em 2017, também foi da categoria cinco e causou danos generalizados nas Ilhas Leeward, no Caribe e na Flórida, danificando estradas, prédios, aeroportos e portos. A ilha de Grand Bahama também foi atingida pelo furacão Matthew, de categoria cinco, em 2016 – muitos moradores ainda não haviam reconstruído completamente suas casas antes da chegada de Dorian.

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