visto brasileiro eua canada australia O governo do Brasil anunciou recentemente o adiamento, pela segunda vez, da obrigatoriedade de visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. A medida, que inicialmente entraria em vigor em 1º de outubro de 2023, foi postergada para 10 de abril de 2024. Este segundo adiamento trouxe uma série de reflexões sobre a política de entrada de estrangeiros no país.

Inicialmente, os e-Visas seriam implementados a partir de 10 de janeiro. No entanto, a decisão foi alvo de negociações intensas após pressões de empresários e agentes do setor de turismo. Eles argumentam que a exigência de visto não só burocratiza o processo de entrada, mas também limita a liberdade dos viajantes estrangeiros em explorar as riquezas turísticas do Brasil.

As entidades do setor turístico anunciaram a intenção de manter a pressão para que a exigência do visto não retorne. No entanto, elas reconhecem que o adiamento de 90 dias proporciona um respiro aos turistas que já adquiriram passagens para os próximos meses. Essa medida atenua o impacto imediato, permitindo que os visitantes estrangeiros planejem suas viagens sem as incertezas associadas à mudança repentina nas regras de entrada.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty, defende a obrigatoriedade do visto como uma forma de garantir a igualdade de tratamento. Segundo a instituição, a reciprocidade é fundamental, considerando que brasileiros enfrentam a necessidade de visto ao viajar para os EUA, Canadá e Austrália.

Como obter o visto brasileiro?

O processo de obtenção do visto para turistas desses países será realizado por meio do site da VSF Global, empresa contratada pelo governo brasileiro para gerenciar o serviço. O custo estipulado é de US$ 80,90, e o visto eletrônico terá a mesma validade dos vistos convencionais, permitindo múltiplas entradas no Brasil por até 90 dias. O prazo de emissão está definido em cinco dias úteis.

Histórico visto brasileiro eua canada australia turistas

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a dispensa da obrigatoriedade de vistos para passageiros dos EUA, Canadá, Austrália e Japão foi estabelecida. Contudo, dados da Embratur indicam que, nos últimos cinco anos, não houve um aumento significativo no número de turistas dessas nacionalidades. Em 2018, 538 mil cidadãos americanos visitaram o Brasil, enquanto, em 2023, esse número ficou em 530 mil.

O decreto de março de 2019 também isentou viajantes japoneses da necessidade de visto. Posteriormente, durante o governo de Lula, em setembro de 2023, Brasil e Japão formalizaram a isenção de vistos para viagens de até 90 dias entre os dois países, com validade até 29 de setembro de 2026.

A medida anterior, adotada no governo Bolsonaro, não resultou em um aumento expressivo de turistas. O novo prazo, agora estendido para abril, oferece uma oportunidade para avaliar os impactos econômicos e turísticos, bem como reconsiderar a necessidade real da exigência de vistos para esses visitantes.

A prorrogação do prazo para exigir visto de turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália pode ser uma chance de repensar as políticas de imigração. Isso pode levar a uma abordagem mais estratégica para atrair visitantes de outros países. Agora, precisamos ver como essa prorrogação afetará o turismo no Brasil e se serão adotadas novas estratégias para impulsionar o setor de forma sustentável e equilibrada.

Aplicativo para emissão de vistos

O governo brasileiro ainda está planejando a criação de um aplicativo destinado à emissão de vistos eletrônicos para turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. De acordo com o ministro do Turismo, Celso Sabino, o desenvolvimento do aplicativo tem como prazo final o dia 10 de abril, coincidindo com a data estabelecida para a implementação da exigência de visto para visitantes desses países.

Sabino destacou que o propósito do aplicativo é proporcionar “facilidade” e “celeridade” no processo de emissão dos vistos. Ele enfatizou que, embora os vistos sejam exigidos em conformidade com o princípio da reciprocidade, a metodologia de emissão será simplificada. “Vamos requerer os vistos, seguindo o princípio da reciprocidade, mas o processo de emissão será descomplicado”, declarou.

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