População americanaA população dos Estados Unidos está ficando mais diversificada, de acordo com novos dados do censo de 2020, divulgados em agosto de 2021. O novo censo oferece uma visão única em uma década da nação norte-americana.

Os dados mostram, por exemplo, que existem mais jovens negros e que esse número tende a continuar crescendo e mais rapidamente. Isso pode ajudar a impulsionar um século em que a diversidade será a marca registrada da demografia americana.

A proporção de pessoas que se identificam como brancas tem diminuído desde a década de 1960, quando os EUA se abriram mais amplamente para imigrantes não-europeus. Mas um detalhe importante é que, na última década, o número total de brancos caiu pela primeira vez.

A população total cresceu drasticamente mais devagar na última década. O crescimento populacional mais lento pode expandir as oportunidades econômicas para as mulheres. Mas também reflete o fracasso da sociedade americana no que se refere ao sustento das famílias.

O crescimento populacional que ocorreu desde 2010 – um aumento de cerca de 23 milhões de pessoas – foi formado praticamente por pessoas que se identificaram como hispânicas, asiáticas, negras ou que optaram por mais de uma raça.

Aqui estão alguns fatos que os novos dados apresentam:

black peopleA categoria multirracial, adicionada a partir do Censo de 2000, é o grupo de crescimento mais rápido nos EUA. Isso pode ser o fator responsável por parte do declínio da população branca, dizem os cientistas sociais; pessoas de mais de uma raça que anteriormente escolheram “branco” no formulário do censo agora podem responder com mais precisão.

Nos últimos dez anos, as pessoas que se identificaram como hispânicas, asiáticas ou mais de uma raça representaram uma parcela maior da população, mostram os dados. A diversidade está aumentando em quase todos os condados. A população geral dos EUA, no entanto, cresceu na proporção mais lenta em quase um século.

Cidades em rápido crescimento

Para surpresa de muitos, americanos e não americanos, a cidade que cresceu mais rapidamente nos EUA foi Phoenix, que ultrapassou a Filadélfia, que ficou como a quinta em termos de crescimento. A imigração, o boom tecnológico e, principalmente, os californianos de classe média que se mudaram em busca de moradias com valores mais baratos contribuíram para o crescimento de Phoenix.

A mudança em Phoenix reflete uma tendência: todas as dez maiores cidades do país viram suas populações aumentarem na última década. Três grandes cidades no Texas – Houston, San Antonio e Dallas – ultrapassaram a média nacional. Estas também receberam muitos residentes da Califórnia na última década.

A cidade de Nova York também cresceu quase 8%, desafiando as previsões de que sua população estava em declínio. A cidade agora responde por quase 44% da população total do estado de NY. Por outro lado, a área metropolitana que cresceu mais rápido desde o último censo, porém, não era uma cidade grande; foi o The Villages, a maior comunidade de aposentados dos EUA, localizada nos arredores de Orlando, Flórida.

Consequências políticas

Os novos dados do censo lançarão uma intensa corrida para redesenhar distritos para a Câmara dos Representantes, o que os estados fazem uma vez por década. Diferentemente do Brasil, esses dados podem influenciar na formação do poder legislativo norte-americano e, consequentemente, nas eleições presidenciais a cada quatro anos.

Os legislativos controlam o redistritamento na maioria dos estados e podem redesenhar mapas eleitorais do Congresso. O último censo mostra também que os dados foram menos favoráveis ​​aos republicanos do que alguns especialistas esperavam. As áreas rurais e a parcela de brancos na população diminuíram, enquanto as cidades tradicionalmente democráticas e cada vez mais os subúrbios democráticos cresceram.

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