A demanda por entrega de certos produtos via aplicativos como Instacart, Doordash, etc esfriou nos EUA à medida que os custos dos desses produtos aumentam em consequência da inflação. Muitos residentes na Terra do Tio Sam se acostumaram com a comodidade na era do auge da pandemia por questões de segurança própria, porem os preços aumentaram substancialmente, como os dos alugueis e muitas dessas pessoas que usavam esse tipo de serviços, tiveram que parar e repensar em suas finanças. Outros tiveram que usar a tática de diminuir a frequência dos pedidos.

A demanda dos EUA por entrega de supermercado e lojas como Target, Wallgreens, etc, está esfriando à medida que os preços dos alimentos e outras necessidades aumentam. O fato e’ que as entregas de alimentos tiveram um tremendo crescimento durante o primeiro ano da pandemia, em 2020.  Em agosto desse não, um típico mês pré-pandemia, os residentes dos EUA gastaram US$ 500 milhões em entregas de supermercado e outras lojas. Nesse mesmo mês e ano, esse tipo de negócio havia crescido tanto que chegou a envolver US$ 3,4 bilhões de acordo com a Brick Meets Click, uma empresa de pesquisa de mercado.

As empresas correram para atender a essa demanda. DoorDash e Uber Eats por exemplo, começaram a oferecer entrega de supermercado. Kroger, a maior rede de supermercados dos EUA, abriu wherehouses automatizados para atender pedidos de entrega e a alta demanda. A Amazon abriu um punhado de suas lojas Amazon Fresh que oferecem entrega gratuita de itens de supermercado para seus membros do Prime. Empresas de entrega de supermercados hiper-rápidas, como Jokr e Buyk, expandiram-se para diversas outras cidades dos EUA.

Mas, à medida que a pandemia diminuiu, a demanda diminuiu. Em junho de 2022, os residentes nos Estados Unidos gastaram US$ 2,5 bilhões com esses tipos de serviços, uma queda de 26% em relação ao mesmo mês de 2020. E isso está causando uma turbulência na indústria. Buyk entrou com pedido de falência em março de 2022; Jokr saiu dos EUA em junho do mesmo ano. A Instacart – líder de mercado nos EUA em entrega de supermercado – reduziu, em sua própria avaliação, seu time. Já a Kroger disse que suas vendas digitais caíram 6% no primeiro trimestre de 2022.

Alguns experts acham que a demanda de entrega pode cair ainda mais. A Chase Design, uma empresa de consultoria, diz que suas pesquisas mostram que o número de compradores dos EUA que planejam usar entrega de supermercado, em tempo integral, caiu pela metade desde 2021. O custo é o maior motivo pois é difícil levar mantimentos à porta de um cliente por menos de US$10, que cobre mão de obra e transporte. Muitas vezes esse custo é bem maior.

As taxas cobradas são difíceis de engolir se levar em consideração também a disparada dos preços dos alimentos. Entre julho de 2021 e junho de 2022 os preços dos alimentos nos EUA subiram 12,2%, o maior aumento desde abril de 1979, segundo dados do governo americano. Chegamos a conclusão que a economia americana atual fez com que milhares de residentes nos EUA reavaliassem os seus gastos e orçamento.

Mas o custo não é a única razão pela qual alguns consumidores estão se afastando dos serviços de entrega. Existe reportes que muitos consumidores desconfiam da qualidade dos itens selecionados pelos trabalhadores. Há uma lacuna de confiança entre o que o comprador deseja obter e o que o varejista cumpre.

A verdadeira demanda por entrega de supermercado é difícil de calcular. O uso pode oscilar muito quando os casos de COVID aumentam ou as empresas oferecem desconto. Mas sabemos que o uso da tecnologia e da conveniência tem atraído e sido a solução para muitos como famílias com crianças pequenas e pessoas com problemas de mobilidade e gente da terceira idade.

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