O dólar encerrou esta terça-feira (13) praticamente estável no Brasil, com leve alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3759 no mercado à vista. Ao longo do dia, a moeda oscilou em margens estreitas, refletindo um ambiente de cautela e ausência de fatores domésticos relevantes, enquanto no acumulado de 2026 ainda registra queda de 2,06%. Já o contrato futuro mais negociado, com vencimento em fevereiro, recuava 0,06% no fim da tarde, a R$ 5,3985.
No exterior, o comportamento do dólar foi influenciado principalmente pela divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3% em dezembro, exatamente em linha com as expectativas do mercado, enquanto o núcleo do indicador avançou 0,2%, ligeiramente abaixo das projeções. Após os números, houve alívio na curva de juros norte-americana, o que reduziu momentaneamente a força do dólar frente a várias moedas, inclusive o real.
No mercado doméstico, a divisa chegou a tocar a mínima de R$ 5,3650 após os dados de inflação dos EUA, mas depois recuperou parte do fôlego, alcançando a máxima de R$ 5,3949 no início da tarde. Declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicando cumprimento da meta fiscal em 2025, e a atuação do Banco Central com a venda de swaps cambiais tiveram impacto limitado. Assim, o câmbio terminou o dia novamente próximo da estabilidade, refletindo um cenário externo mais determinante do que o noticiário interno.
Relembrando a última sessão, de segunda-feira (12), o dólar encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3723. Na sexta-feira (09), o dólar encerrou em queda no Brasil, encerrando o dia cotado a R$ 5,3664, com baixa de 0,42%. Na quinta-feira (8), o dólar encerrou praticamente estável frente ao real, com leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,3892 no mercado à vista. Na quarta-feira (07), com leve alta de 0,09% e cotado a R$ 5,3869.
A divisa americana fechou os últimos 12 meses (52 semanas) em -11,95% e com variação de cotação entre R$5,2695 mínimo e R$6,3144 na máxima. No primeiro pregão do ano de 2025, dia 2 de janeiro, o dólar foi cotado a R$6,1798.
Janeiro até agora
Na sexta-feira (2) primeiro pregão do ano, fechou em queda firme de 1,19%, cotada a R$ 5,4238. Na terça-feira (6), encerrou cotado a R$ 5,3819, com baixa de 0,43%, acumulando desvalorização de 3,50% nas últimas quatro sessões.
O que aconteceu em dezembro
O início de dezembro foi marcado por forte volatilidade no câmbio após a confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. No dia 5, o dólar disparou 2,34% e fechou a R$ 5,4346, seguido de leve queda no dia 8, para R$ 5,4220. A moeda voltou a subir nos dias seguintes, alcançando R$ 5,4411 em 9 de dezembro, após a reafirmação da candidatura como “irreversível”, e passou por novas oscilações ao longo do mês. Entre os destaques, o dólar superou novamente R$ 5,50 nos dias 17 e 19, acumulando alta semanal de 2,18%. Já nos dias 22 e 23, houve nova alta para R$ 5,5844 e, em seguida, queda de 0,95%, para R$ 5,5313, interrompendo uma sequência de sete altas consecutivas.
O Dólar em 2025
Em 2025, o dólar acumulou queda de 11,17% frente ao real, no maior recuo anual desde 2016, após começar o ano acima de R$ 6,00 e encerrar próximo de R$ 5,49, em um cenário de forte volatilidade. A desvalorização refletiu o enfraquecimento global da moeda americana, cortes de juros pelo Fed e o elevado diferencial de juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital estrangeiro.
Veja destaques de cada mês:
FAQ – Perguntas Frequentes
Qual é a cotação hoje de USD/BRL?
A taxa de câmbio agora é 1 USD = R$ 5,3759 BRL.
Se o dólar caiu no exterior, por que subiu no Brasil?
Mesmo com o dólar caindo globalmente devido à expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve, fatores internos — especialmente políticos — tiveram mais peso. A incerteza local foi suficiente para provocar a alta isolada da moeda no Brasil.
O dólar está mais alto ou mais baixo do que no início do ano?
Apesar da forte alta recente, o dólar acumula queda superior a 12% em 2025, considerando o desempenho dos últimos 12 meses. Ele chegou a ser cotado acima de R$ 6,17 no primeiro pregão do ano, mas vem recuando ao longo dos meses.
Por que é importante acompanhar diariamente a cotação do dólar?
O dólar é influenciado por diversos fatores — política, economia, juros, crises internacionais, guerra tarifária, decisões judiciais e dados do mercado de trabalho. Movimentos abruptos revelam mudanças na percepção de risco e podem afetar investimentos, viagens, importações e até preços internos.
