Nesta quinta (02) o dólar perdeu drasticamente fôlego que tentava recuperar com a alta de quarta (01). O país ainda vive uma preocupação quanto ao risco de recessão global por estar beirando os R$5,00 ao longo de 2022, pelo menos para o REAL. Influenciado por entradas de recursos pela perspectiva de parada na alta dos juros. O dólar à vista tenta reverter o cenário, procurando ganhar estabilidade que não conseguiu ao longo do ano de 2022, principalmente por conta da alta de juros americano. Procurando dias melhores o dólar busca mais dias de alta, mas hoje, finalizou o pregão com uma queda brusca vendido a R$5,0493.

O mês de janeiro encerrou com mais dias de baixa do que alta, sem conseguir se manter acima dos R$5,30, vale lembrar que semana passada o pregão fechou 4 dias em queda. Porém o dólar, em comparação com o real, é de se esperar uma instabilidade maior nos próximos dias, devido ao início de um novo governo. A moeda norte americana vinha tendo um dos piores desempenhos globais ao fim de uma sessão brutal para divisas de risco e correlacionadas às commodities, por temores sobre juros mais altos e riscos de recessão além de geopolíticos.

A divisa brasileira atipicamente descolou de seus pares, como os pesos mexicano, chileno e colombiano, ostentando o segundo melhor desempenho global numa curta lista de seis moedas que bateram o dólar no dia. Os demais 27 principais rivais da divisa norte-americana sofreram expressivas perdas, após dados bem mais fortes do mercado de trabalho dos EUA reavivarem expectativas de nova grande alta de juros pelo Fed.

Expertos do setor acham que esse movimento de ingresso de dinheiro estrangeiro deve continuar nos próximos dias. Analistas no entanto, dizem que a moeda brasileira está se aproximando de um período mais delicado e pode enfrentar dificuldades para uma apreciação mais consistente. Os ruídos das eleições, junto com o cenário global pouco favorável para commodities e com o dólar se fortalecendo contra as demais moedas do G3 (euro, libra e Iene), devem dificultar a valorização do real. Entramos no período sazonal de mais saídas líquidas. O diferencial de juros tem evitado uma desvalorização maior de várias divisas e em particular latino-americanas.

Lembramos que “Banco Central” americano vai divulgar na quarta-feira (18), os dados de vendas no varejo, produção industrial e índice de preços ao produtor dos EUA de dezembro. E na sexta-feira (20), serão divulgados dados do setor imobiliário, com estatísticas de início de construção de casas e de vendas de casas existentes, respectivamente. Ao longo da semana, membros do Federal Reserve discursarão, com os mercados atentos para eventuais pistas sobre a magnitude do ajuste da política monetária na reunião marcada para fevereiro

Em uma coletiva de imprensa, mês passado, na quarta (26), o chefe do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que em algum momento a magnitude do aperto nos juros diminuiria, esvaziando apostas até mesmo de nova alta de 0,75 ponto. O Fed no entanto, reforçou seu compromisso em levar a inflação nos EUA à meta de 2%, buscando um pouso suave para a maior economia do mundo – e o que aliviaria temores de recessão por trás do mau humor dos mercados nas últimas semanas.

No Brasil, a vitória de Lula para presidência fez com que a moeda se tornasse mais volátil, muito tem se falado sobre o futuro do real em comparação com o dólar, mas a instabilidade deve se manter até as escolhas dos ministros, a partir disso será possível traçar uma projeção. Por outro lado, O banco americano de investimento Golden Sachs estimou que o dólar ficará em 5,50 reais dentro de três meses e em 5,30 reais ao fim de seis meses. Em 12 meses, a cotação cairia para 5,00 reais. Já o Société Générale projeta que o dólar fechará este ano em 5,86 reais e o por sua vez analisa que o primeiro trimestre de 2023 o dólar chegue a R$5,97.

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