Dolar Update 1 1 e1702686469685

Pela quinta sessão consecutiva, o dólar encerrou o pregão em alta e em forte acréscimo ante a moeda brasileira. Cotado a R$ 5,2686 na venda, a alta de 1,64% é a maior vista em em mais de um ano, quando, em 23 de março de 2023, encerrou em R$5,2898. A alta ocorreu em meio ao avanço generalizado da moeda norte-americana no exterior, com investidores reagindo à perspectiva de juros altos nos EUA por mais tempo e às tensões no Oriente Médio, além de, localmente, às preocupações com as contas públicas.

Em cinco dias úteis, a divisa acumulou elevação de 5,23% ante o real. A alta do dólar levanta um alerta para o governo brasileiro e sua equipe econômica. Em 2023, a moeda americana registrou uma queda de 8,06%, influenciando positivamente o controle da inflação e o início do ciclo de corte de juros. No entanto, em 2024, o cenário se reverteu, com o dólar acumulando ganhos de 8,60% em relação ao real, especialmente nos últimos dias. Analistas brasileiros apontam que esse aumento está ligado ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio, à expectativa de redução dos juros nos EUA e ao afrouxamento da meta fiscal no Brasil.

Lembrando que na sessão anterior, nesta segunda-feira (15), o dólar também emplacou em forte alta cotado a R$5,1835 reais na venda. O acréscimo de 1,21%, até então, era o maior desde 27 de março de 2023, quando atingiu R$5,2075. Esse aumento ocorreu em resposta aos dados do varejo dos EUA, que sugerem a continuidade de políticas de juros elevados, e à reação negativa do mercado à redução da meta fiscal brasileira para 2025.

Na sexta-feira (12), o dólar encerrou com alta de 0,60% em relação ao real, atingindo R$5,12 na venda, impulsionado pelos dados de inflação nos EUA, que diminuíram as expectativas de afrouxamento monetário do Fed. Apesar de recuar do pico diário de R$5,1496, registrou seu maior patamar em seis meses, desde outubro de 2023. Na comparação com a semana anterior, teve ganho de 1,11%, marcando o terceiro aumento consecutivo e o mais significativo desde janeiro deste ano.

Recordando outros dados e cotações do mês, na quinta (11), o dólar encerrou também em alta, mas moderada em comparação a sessão anterior, com um índice positivo de 0,24% e cotado em R$5,10. Na quarta (10), o dólar registrou forte alta ante a moeda brasileira, com um impressionante índice positivo de 1,44% em relação à sessão anterior e fechando o dia cotado em R$5,07, refletindo a reação do mercado aos dados de inflação nos EUA, que superaram as expectativas e levaram os rendimentos dos Treasuries a subirem, fortalecendo o dólar e reduzindo o diferencial de juros entre o Brasil e o exterior, tornando o país menos atrativo para investimentos estrangeiros e pressionando o real.

O dólar registrou uma sessão em queda de 0,50% na terça (9) e cotado a R$ 5,00. A tendência foi atribuída à valorização dos preços do minério de ferro no mercado internacional, o que beneficiou o Brasil, um importante exportador dessa commodity. Lembrando que no dia anterior, segunda (8), o dólar já havia encerrado em baixa a R$5,03, com uma diminuição de 0,65%.

Alguns destaques de março

Na quinta-feira (28), o dólar encerrou em alta ante a moeda brasileira e ultrapassando novamente a casa dos R$5 cotado a R$5,01 e alta de 0,70%. Na quarta-feira (20) o dólar teve em grande queda ante a moeda brasileira, cotado a R$4,97, mas experimentando uma significativa queda de 1,14% em relação à sessão anterior, retornando à marca dos R$4 após dois dias a R$5. Nesta “Superquarta”, o Federal Reserve havia anunciado a manutenção de sua taxa básica e reiterou a projeção de cortar os juros em um total de 0,75 ponto porcentual ao longo deste ano. Esta queda foi a mais pronunciada desde 3 de novembro do ano passado, quando registrou -1,53%.

Na terça-feira (19), o dólar atingiu a marca de três dias seguidos em alta. Neste respectivo dia foi cotado a R$5,03 na venda e em alta de 0,12%. Na segunda (18), o dólar fechou em alta de 0,54% cotado a R$ 5,02 na venda. Esta segunda do dia 18 foi marcada porque foi a primeira vez desde 31 de outubro de 2023 que o dólar encerrou o pregão acima da marca psicológica de 5 reais.Image De Olho Na Recessao e1712269352200

Na semana anterior, os adeptos da redução das taxas de juros nos Estados Unidos foram confrontados com más notícias. Os dados tanto do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) quanto do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de fevereiro foram menos otimistas do que o esperado. Isso diminui a probabilidade de a Reserva Federal iniciar em breve cortes nas taxas de juros, e houve especulações de que esses cortes passariam a ocorrer apenas no segundo semestre.Sobre o assunto, inclusive, produzimos um artigo intitulado “A alta inflação do IPC nos EUA não prejudicará as esperanças de corte dos juros do Federal Reserve”, onde levantamos questões sobre as futuras decisões de política monetária do Fed, enquanto os dados mistos indicam uma economia em evolução.

Na sexta-feira, dia 8, a divisa americana teve forte alta ante o real cotado em R$4,98 e alta de 0,95% quando ocorreu a divulgação do relatório de empregos dos EUA de fevereiro. Embora a criação de empregos nos Estados Unidos tenha superado as expectativas, houve revisões para baixo nos dados de meses anteriores e aumento na taxa de desemprego. A economia dos EUA adicionou 275 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado, conforme os dados do Departamento do Trabalho dos EUA. Ao longo da semana, o dólar acumulou um ganho de 0,55% em relação ao real.

Alguns destaques no mês de fevereiro

Na quinta (29) e último dia de fevereiro o dólar fechou o dia praticamente estável cotado a R$4,97 e ligeira alta de 0,01%. Na quarta (28), fechou também em R$4,97 na venda. Na terça ((27) o dólar ficou cotado a R$4,93 e teve baixa relevante de 0,98% em relação à sessão anterior já que na segunda (26) a divisa americana havia fechado em R$4,98 e baixa de 0,23%.

Na sexta (23) o dólar havia beirado os $5 cotado a R$4,99 na venda, em alta de 0,83%. Na quinta (22), o dólar à vista fechou o dia cotado a precisos R$4,95, em alta de 0,28%. Na quarta (21) o dólar ficou praticamente estável em R$4,93 e na terça (20) houve uma baixa considerável de 0,61%, cotado em R$4,93. Na segunda (19), foi feriado de Dia do Presidente nos EUA, e a cotação da divisa americana no Brasil ficou em R$4,96 e leve queda de 0,11%.

Como fato relevante, no dia 19 de fevereiro, lembramos que a China executou uma redução sem precedentes na taxa de juros de longo prazo e prevista para a terceira semana de fevereiro em uma medida direcionada a sustentar o abalado setor imobiliário do país. O Banco Central Chinês, o Banco Popular da China, ajustou para baixo sua taxa de referência para empréstimos de cinco anos por 25 pontos base, para 3,95%, uma ação mais agressiva do que o mercado antecipava, estabelecendo essa taxa em um novo patamar recorde de baixa.

Neste mesmo dia 19 de fevereiro, escrevemos um artigo titulado Rachaduras Começam a Surgir na Sincronicidade Global dos Bancos Centrais onde mencionamos sobre a fratura de uma abordagem uniforme uma vez que os fatores internos superam as tendências globais na condução da inflação. Na segunda semana de fevereiro, entre os dias 9 e 16, o dólar encerrou as sessões em estabilidade entre os R$4,96 e R$4,97, mas na quinta, dia 8, o dólar chegou a beirar os R$5,00 após uma expressiva alta e cotado a precisos R$4,9956 na venda e aumento de 0,55%. Já na quinta (1), primeiro dia do mês de fevereiro, o dólar terminou a sessão tendo a segunda queda seguida, em baixa de 0,45% e cotado em R$ 4,91.

Alguns destaques de janeiro

Na quarta (31), o dólar havia encerrado a sessão em leve baixa e cotado em R$4,93. Na “Super Quarta” o Fed manteve sua taxa de juros entre 5,25% e 5,5% em sua primeira reunião do ano, enquanto no Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual para 11,25%. Na sexta (26), pelo quarto dia consecutivo, o dólar encerrou a sessão em queda cotado a R$4,91 na venda.

Image Doing Business Brazilian Real e1699655579471 560x354 2 1 1Na terça (16), o dólar teve alta significativa diante do real, subindo mais de 1% e seis centavos respectivamente, e fechando em 4,9268 reais na venda exatamente, em alta de 1,23%, cravando o maior avanço percentual desde 2 de janeiro de 2023, quando a divisa subiu 1,33%. Na terça (2), o dólar registrou um avanço de mais de 1% frente ao real, cotado a R$4,91 na venda e alta de 1,21%.

O que aconteceu na reta final de 2024

O dólar encerrou a última sessão de 2023, na quinta (28), em alta frente ao real, cotado a R$4,85. Contudo, a alta de 0,39% do dia não acompanhou o movimento da moeda americana ao longo do ano, que registra uma queda de 8,08% frente ao real, a mais intensa baixa anual desde o tombo de 17,5% visto em 2016.

O dólar acumulou alta ou ficou em queda nos meses do segundo semestre de 2023?

No primeiro dia de sessão de dezembro, dia 3, o dólar foi cotado em R$4,94, mas encerrou o mês cotado em R$4,85, oscilando em uma média de 10 centavos, mas acumulando uma diferença de perda de nove (9) centavos no final do respectivo mês. Em novembro o dólar teve várias sessões fechando em R$4,90 ou beirando os R4,90 para 2 centavos a mais ou a menos. A única diferença mais relevante foi no dia 20, quando o dólar recuou mais de 1% e foi cotado em R$4,85 com baixa de 1,09%. A divisa norte-americana, no entanto, ficou negativa em 2,46% neste respectivo mês.

A divisa dos EUA acumulou alta de 0,26% no mês de outubro de 2023. Em setembro, o dólar acumulou alta de 1,51%. Em agosto acumulou saldo positivo de 4,69%. Já no mês de julho, a moeda norte-americana tinha acumulado queda de 1,25%. O dólar fechou os últimos 12 meses (52 semanas) com saldo negativo de 5,61% em relação ao real brasileiro e com variação de cotação entre R$4,695 mínimo e R$5,2913 na máxima.

No domingo, 16 de julho de 2023, produzimos um artigo interessante que tem por título “O enfraquecimento do dólar e seus efeitos ao redor do mundo”. Recomendamos a leitura. Já na sexta, 15 de dezembro, escrevemos uma análise e “retrospectiva sobre o dólar em 2023” e o que se pode esperar para 2024”. Se você vive nos Estados Unidos e precisa ENVIAR DINHEIRO PARA O BRASIL, recomendamos que você use o APP INTER GLOBAL, resultado da fusão da Fintech americana USEND e fundado por um brasileiro que vive em Los Angeles com o banco digital brasileiro INTER e que aposta em tecnologia de ponta. Use o código promocional SOUL para ECONOMIZAR US$5 na taxa de envio.

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