Dolar Update e1702593136194O dólar fechou esta quinta-feira (30) em queda de 1,00%, cotado a R$ 4,95, refletindo um ambiente mais favorável ao risco no cenário internacional e ajustes no mercado interno. Ao longo da semana, a moeda acumulou recuo de 0,94%, e, no mês de abril, a queda chegou a 4,38%, indicando um movimento consistente de desvalorização frente ao real.

A principal razão para a queda foi o desempenho do dólar no exterior, que também perdeu força globalmente — o índice que mede a moeda frente a outras divisas caiu 0,79%. Além disso, houve recuo nos preços do petróleo, o que contribuiu para um cenário mais positivo para mercados emergentes como o Brasil. Esse contexto incentivou a entrada de capital estrangeiro no país, fortalecendo o real.

No cenário doméstico, o mercado reagiu à decisão do Banco Central, que reduziu a taxa Selic para 14,50% ao ano, no segundo corte consecutivo. Apesar da redução, o Copom sinalizou cautela sobre novos cortes, o que levou instituições financeiras a reverem projeções e indicarem juros ainda elevados por mais tempo — fator que tende a atrair investidores e favorecer a moeda brasileira.

Relembrando a última sessão, o dólar fechou a quarta-feira (29) em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$ 5,00, cotado a R$ 5,0021, com avanço de 0,39%. Na terça-feira (28) estáve, cotado a R$ 4,9828. Na segunda-feira (27) em queda no Brasil, cotado a R$ 4,9827 no mercado à vista, com recuo de 0,34%. Na sexta-feira (24) estável, com leve queda de 0,10%, cotado a R$4,9995, voltando a ficar abaixo do patamar de R$5,00. 

A divisa americana fechou os últimos 12 meses (52 semanas) em -11,9195% e com variação de cotação entre R$5,164 mínimo e R$6,0966 na máxima. No primeiro pregão do ano de 2025, dia 2 de janeiro, o dólar foi cotado a R$6,1798. 

O que já aconteceu em abril

Os primeiros dias do mês tem sido marcado por reviravoltas envolvendo os conflitos no Oriente Médio e a volta do dólar ao patamar dos R$4.  Na quinta-feira (9) em queda e cotado a R$ 5,0626. Na quarta-feira (8) em queda de 1,00%, cotado a R$ 5,1035. Na sexta-feira (10) em queda de 1,03%, a R$ 5,0104. Na segunda-feira (13), o dólar fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 4,9980, voltando a ficar abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos.

O que aconteceu em março

O início de março foi marcado pela volatilidade do dólar, influenciada principalmente pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. No dia 3, a moeda subiu 1,91% (R$ 5,2639), caiu 0,86% no dia 4 (R$ 5,2184) e voltou a subir 1,33% no dia 5 (R$ 5,2879). No dia 6, recuou 0,88% (R$ 5,2414). Na semana seguinte, o dólar caiu 1,45% no dia 9 (R$ 5,1655), pressionado por vendas de exportadores, mas voltou a subir 1,69% no dia 12 (R$ 5,2464) e 1,34% no dia 13 (R$ 5,3166), novamente influenciado pelas tensões no Oriente Médio. Já na terceira semana, a moeda caiu 1,62% no dia 16 (R$ 5,2303), acompanhando o enfraquecimento global do dólar, mas voltou a subir com força no dia 20, avançando 1,84% e fechando a R$ 5,3125.

O que aconteceu em fevereiro

Na terça-feira (10), R$ 5,1976, com alta de 0,17%. Na segunda-feira (9), a R$ 5,1886, com queda de 0,59%. Na quarta-feira (11), fechou a R$ 5,1872, com queda de 0,20%, atingindo o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024. Na quinta-feira (12) cotado a R$ 5,1993, com alta de 0,23%, encerrando o dia pouco abaixo dos R$ 5,20.  Antes da pausa do carnaval, o dólar fechou na sexta-feira (13) cotado a R$ 5,2306, com alta de 0,60%. Na sexta-feira (20) em queda de 0,99% e a R$ 5,1766. Na quarta-feira (25) em queda de 0,60%, cotado a R$ 5,1247 — o menor valor de fechamento desde maio de 2024. 

O que aconteceu em janeiro

Na sexta-feira (2), primeiro pregão do ano, o dólar caiu 1,19% e fechou a R$ 5,4238. No dia 14, subiu 0,47%, a R$ 5,4012, voltando a superar R$ 5,40. Já na quarta (21), caiu 1,10% após declarações de Donald Trump descartando ações militares na Groenlândia e novas tarifas à Europa. Na quinta-feira (22), o dólar recuou 0,71% e fechou a R$ 5,2833, menor valor desde 11 de novembro e primeira vez em 2026 abaixo de R$ 5,30. Na sexta (23), ficou praticamente estável, com leve alta de 0,08%, a R$ 5,2876, acumulando queda semanal de 1,59%. Na terça-feira (27), a moeda caiu 1,38%, para R$ 5,2074. Na quinta (29), recuou mais 0,27%, a R$ 5,1941, menor fechamento desde maio de 2024. Já na sexta (30), subiu 1,04% e encerrou a R$ 5,2481, apesar de acumular queda de 4,39% em janeiro.

O que aconteceu em dezembro

O início de dezembro foi marcado por forte volatilidade no câmbio após a confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. No dia 5, o dólar disparou 2,34% e fechou a R$ 5,4346, seguido de leve queda no dia 8, para R$ 5,4220. A moeda voltou a subir nos dias seguintes, alcançando R$ 5,4411 em 9 de dezembro, após a reafirmação da candidatura como “irreversível”, e passou por novas oscilações ao longo do mês. Entre os destaques, o dólar superou novamente R$ 5,50 nos dias 17 e 19, acumulando alta semanal de 2,18%. Já nos dias 22 e 23, houve nova alta para R$ 5,5844 e, em seguida, queda de 0,95%, para R$ 5,5313, interrompendo uma sequência de sete altas consecutivas. No ultimo pregão do ano, a moeda norte-americana  fechou cotada a R$ 5,4890, uma queda de 1,58%.

Movimentos abruptos na cotação indicam maior cautela entre os investidores

Dólar acumulou queda de 11,17% frente ao real em 2025

O Dólar em 2025

Em 2025, o dólar acumulou queda de 11,17% frente ao real, no maior recuo anual desde 2016, após começar o ano acima de R$ 6,00 e encerrar próximo de R$ 5,49, em um cenário de forte volatilidade. A desvalorização refletiu o enfraquecimento global da moeda americana, cortes de juros pelo Fed e o elevado diferencial de juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital estrangeiro.

Veja destaques de cada mês: 

Janeiro: Dólar teve viés de queda, apesar de oscilações pontuais, influenciado por dados de inflação e emprego nos EUA e por baixa liquidez em feriados.

Fevereiro: A moeda mostrou tendência de desvalorização, com quedas puxadas por sinais de desaceleração do mercado de trabalho americano, apesar de uma alta forte no fim do mês.

Março: O dólar caiu 3,55% no mês, pressionado por fluxo estrangeiro positivo e pela alta da Selic, atingindo o menor nível em cinco meses.

Abril: Marcado por forte volatilidade, o dólar subiu com a guerra tarifária entre EUA e China, mas encerrou o mês em queda após correções do mercado.

Maio: O câmbio oscilou entre altas e quedas, influenciado por força do dólar no exterior e incertezas fiscais e tributárias no Brasil.

Junho: O dólar acumulou queda de quase 5% no mês, encerrando no menor patamar desde 2024, refletindo fluxo favorável e alívio no cenário interno.

Julho: A moeda subiu cerca de 3%, pressionada pela escalada da guerra tarifária entre EUA e Brasil e ameaças de novas tarifas.

Agosto: Apesar de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, o dólar teve mais quedas que altas e chegou ao menor nível desde junho.

Setembro: O dólar caiu a mínimos em mais de um ano, influenciado por fatores políticos internos, antes de uma leve recuperação no fim do período.

Outubro: O dólar subiu 1,07% no mês, com forte pressão de incertezas fiscais no Brasil e tensões geopolíticas internacionais.

Novembro: O câmbio foi marcado por volatilidade ligada ao risco de shutdown nos EUA e a fatores políticos internos, encerrando o período próximo de R$ 5,33.

Para 2026, a expectativa é de um câmbio ainda volátil, sensível sobretudo ao cenário externo e à política monetária dos EUA. No Brasil, o foco deve se voltar para o calendário eleitoral, o início dos cortes da Selic e o compromisso fiscal do próximo governo, fatores que tendem a influenciar a trajetória do dólar ao longo do ano.

O Dólar em 2024

Para 2024, esperava-se que o desempenho do dólar fosse influenciado pela situação fiscal no Brasil e possíveis cortes na taxa de juros pelo Fed americano. A taxa Selic ficou em maior parte do tempo em 11,25%, enquanto a projeção dos economistas para a taxa de juros brasileira em 2024 era de 9%. No acumulado de 12 meses, o dólar subiu 28,1% frente ao real, variando entre R$ 4,8015 e R$ 5,8749.

Aqui nesta sessão, atualizamos a cotação do dólar/real e fazemos uma análise diariamente de segunda a sexta.

FAQ – Perguntas Frequentes

Qual é a cotação hoje de USD/BRL?
A taxa de câmbio agora é 1 USD = R$ 5,2639 BRL.

Se o dólar caiu no exterior, por que subiu no Brasil?
Mesmo com o dólar caindo globalmente devido à expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve, fatores internos — especialmente políticos — tiveram mais peso. A incerteza local foi suficiente para provocar a alta isolada da moeda no Brasil.

O dólar está mais alto ou mais baixo do que no início do ano?
Apesar da forte alta recente, o dólar acumula queda superior a 12% em 2025, considerando o desempenho dos últimos 12 meses. Ele chegou a ser cotado acima de R$ 6,17 no primeiro pregão do ano, mas vem recuando ao longo dos meses.

Por que é importante acompanhar diariamente a cotação do dólar?

O dólar é influenciado por diversos fatores — política, economia, juros, crises internacionais, guerra tarifária, decisões judiciais e dados do mercado de trabalho. Movimentos abruptos revelam mudanças na percepção de risco e podem afetar investimentos, viagens, importações e até preços internos.