Por Laís Oliveira

As terapias integrativas complementares, popularmente conhecidas como terapias alternativas, têm sido muito procuradas na última década no Brasil e nos Estados Unidos como forma de melhorar a qualidade de vida em diversos aspectos. Desde o início da pandemia do novo coronavírus e diante de suas consequências econômicas, sociais e na saúde no geral, estar em um estado mental, emocional e físico tranquilo tem sido muito difícil para boa parte das pessoas. Foi nesse contexto que a procura pelas terapias alternativas aumentou nos últimos meses.

São conhecidas como terapias integrativas os métodos de tratamento que fogem ao padrão da medicina tradicional e outras modalidades reconhecidas pela ciência. Assim, no lugar dos medicamentos alopáticos e diversas horas nos consultórios de médicos e de psicólogos, por exemplo, as terapias alternativas oferecem uma maneira diferente de lidar com o indivíduo.

Já é sabido que fatores emocionais e físicos estão interligados, porém até que ponto ainda não é possível mensurar. Há ainda quem acredite que é possível adicionar a parte “energética” e “espiritual” a esse contexto. Muitas doenças seriam resultado de “entraves energéticos”, problemas emocionais e falta de harmonia entre todos esses polos.

Nesse sentido, diversos terapeutas alternativos oferecem serviços e formas de tratamento que prometem auxiliar e até curar as mais variadas doenças ou ainda problemas emocionais, psicológicos, entre outros. A maioria das formas de tratamento ditas alternativas são baseadas em conhecimentos milenares, provenientes das culturas orientais e indígenas, podendo consistir na administração de chás, “alinhamentos energéticos”, análise de chacras, florais de Bach, acupuntura, constelação familiar, numerologia, mesa radiônica quântica, yoga, tratamentos fitoterápicos, a prática de atividades físicas e meditativas, entre outras.

Neste período que envolveu (e ainda envolve em muitos lugares) isolamento, distanciamento social, doença, perdas de familiares e luto, as terapias alternativas têm sido o refúgio de cada vez mais pessoas que buscam o equilíbrio físico e emocional. De acordo com dados de abril (2020) da CBN, donos de canais no Youtube, perfis no instagram e aplicativos que falam sobre essas terapias ou mesmo oferecem o serviço online, viram o número de acessos se multiplicar a partir de março. Entre este mês e o final de abril, um canal de yoga teve alta de 800% nas visualizações. Já um dos mais populares aplicativos de meditação guiada teve um aumento de 400% de downloads.

Os aplicativos de meditação guiada são uns dos campeões de busca e nunca foram tão baixados. Com mais de 260 mil usuários ativos, o Zen é um dos mais populares da categoria “saúde” e tem público em 150 países. O número de downloads do app cresceu 400% em um mês e chegou a 3,6 milhões. Um dos fundadores do aplicativo, Christian Wolthers, conta que o público está cada vez mais diversificado.

Já as técnicas de constelação familiar, por exemplo, tiveram que ser adaptadas para encontros online. A técnica tem como objetivo diagnosticar e solucionar conflitos internos do paciente. O tratamento considera o “paciente” dentro de um sistema, constituído pela família e relacionamentos importantes, que é regido por leis naturais, chamadas de “ordens do amor”. De acordo com os terapeutas que oferecem este serviço, além de fazer com que o indivíduo possa lidar melhor com situações que o aflige e ressignificar aspectos negativos de experiências já vividas, a prática oferece uma nova dimensão do problema.

A mesa radiônica quântica é um instrumento “sintonizador de frequências” que cuida do reequilíbrio vibracional por meio do pêndulo com intuito de trazer uma profunda reorganização do campo de energia do interagente, de acordo com especialistas neste tipo de terapia. As técnicas utilizadas são radiestésicas (detecção da energia), radiônicas (transmutação da energia através de símbolos) e a psiônica (a força do pensamento e a intenção positiva para essa modificação de energia). Como requer a presença física do indivíduo, este tipo de tratamento tem funcionado dentro dos limites de distanciamento social e com uso de máscaras e proteção tanto do terapeuta quanto de quem procura o serviço.

Seja qual for a terapia escolhida, cuidar do corpo e da mente deve ser um exercício diário. Com o crescente número de tratamentos alternativos e novas formas de serem feitos em meio ao período de pandemia, pode ser uma boa opção para quem quer fugir da medicina tradicional e da alopatia e conhecer novas formas de cuidar da saúde e garantir bem estar físico e emocional.

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