Este artigo faz parte da edição especial de 20 anos da Soul Brasil, de junho de 2022, que contou com 20 perfis de brasileiros do Sul da Califórnia, entre pioneiros e destaques nas artes, esportes, jornalismo, negócios e saúde. Para conhecer os outros perfis, clique aqui.

 

Ainda muito jovem, aos 17 anos, essa baiana Renni Flores, que já nasceu determinada para lutar pelos seus sonhos e vencer por seus próprios méritos, perdeu sua mãe e precisou abandonar o curso de psicologia para investir em sua paixão pela música.

Na carreira já começou quebrando barreiras: ela foi a primeira mulher negra a cantar num bloco afro em Salvador, o Bloco Afro Ylê Aiyê, em 1982. Trabalhando na Bahiatursa, Órgão Oficial de Turismo da Bahia, Renni pôde conhecer diversos países, incluindo os EUA, mostrando seu talento como cantora, além de dançarina e diretora de um dos grupos folclóricos mais conceituados de Salvador.

Como nunca deixava de sonhar, investia em audições para ver o que o futuro enquanto artista lhe reservava. No início dos anos 90 foi selecionada em um teste e entrou para um grupo famoso de performance com coreografias e musica chamado Grupo Oba Oba e que fazia turnês internacionais.

Ela chegou na Califórnia em 1990 mas em 1991 Renni se mudou para Nova York quando foi convidada para participar de uma turnê pelos EUA com o Grupo Dance Brazil. Voltou para Los Angeles em definitivo em 1992. Estabelecida na Cidade dos Anjos, ela contribui culturalmente com a comunidade brasileira por mais de três décadas fazendo parte de diferentes grupos musicais.

Ela participou de diversos eventos brasileiros nos Estados Unidos e cantou com vários musicos profissionais entre americanos e brasileiros mas se lembra com carinho de algo que ficou marcado no coração dela: algumas músicas que compôs para ser tema de um dos maiores eventos da comunidade brasileira de Los Angeles: o Brazilian Day L.A.

Sua voz potente e presença de palco única a tornaram conhecida como “Furacão do Axé” fora do Brasil e essa fama lhe rendeu uma participação na gravação da trilha sonora do filme “Rio 2” junto com outros músicos brasileiros que viviam no Sul da Califórnia.

A baiana também é uma exímia cozinheira e em 2008 se tornou empreendedora e dona do “Catering Service” Sabor da Bahia. Com seus dotes culinários, ela leva o melhor do tempero baiano para a comunidade californiana. Quem já comeu o acarajé, o caruru e o vatapá da baiana com certeza já “pediu bis”. Mesmo agora um pouco distante do cenário musical, ela tem projetos para um futuro breve. Renni Flores, nessas três décadas vivendo na Califórnia, tornou- se uma das baianas mais conhecidas da comunidade brasileira do estado dourado. #soulbrasil20anos

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