O Brasil sempre lidou com problemas ligado a temas socioeconômico, mas de 2020 até os dias atuais a situação ficou ainda mais crítica. O estudo realizado pelo Banco Mundial aponta que 40% do povo brasileiro tem seu talento desperdiçado antes mesmo da idade adulta. Portanto, os pesquisadores entendem que o capital humano é baixo e pouco efetivo.

A pesquisa que inclui o Índice de Capital Humano (ICH) chegou à conclusão que apenas 60% das crianças nascidas no período de pré pandemia, 2019, vão ter seu potencial aproveitado. Isso significa que 40% dessas crianças não terão acesso à educação e saúde necessária para formação até a idade adulta. Atualmente as crianças da pesquisa do possuem apenas 3 anos de idade, e já se sabe que aproximadamente metade delas não possuem um futuro próspero.

O estudo realizado utilizou conceitos distintos de acordo com a situação de cada família. Por exemplo, analisando duas famílias diferentes, na primeira uma criança que não frequenta a escola, já em outra família, uma jovem negra esta desempregada no mercado de trabalho. Para os pesquisadores do Banco Mundial, nos dois exemplos o potencial desses jovens é desperdiçado, logo, entram na estatística dos 40%.

Em áreas de pobreza e mais vulneráveis o problema é ainda maior, a taxa de desperdício cresce, cerca de 55%. Ou seja, é nítido a relação entre um jovem com potencial desperdiçado e o meio em que cresce. Os ambientes em estado de pobreza, falta de educação, baixa saúde e risco de segurança básica definem o rumo do estudo.

O Índice de Capital Humano analisa todos esses critérios acima, somados a taxa de mortalidade e o déficit de crescimento infantil para concluir sua pesquisa. Em uma escala de 0 a 1 é analisado a taxa de sobrevivência e de aprendizagem dos jovens do país. Atualmente o Brasil possui a estimativa de fechar o ano em uma escala de 0,54.

A melhor pontuação do país foi em 2019, com 0,60. Atualmente, o principal objetivo do Brasil é voltar a essa margem o quanto antes. O país sempre oscilou entre as margens de 0,50 e 0,60. Em 2007 pontuou 0,53, subiu em 2015, indo para 0,58, mas voltou a cair novamente em 2017. No ano de 2019 houve a recuperação, mas devido a pandemia que agravou a situação socioeconômica do Brasil/Mundo o percentual voltou a cair bruscamente.

Alguns economistas dizem que o Brasil pode levar até 10 anos para recuperar totalmente o ICH de 2019, e que o país está longe do percentual ideal. A margem de 0,60 alcançada em 2019 no ICH do Brasil é a meta a ser atingida, pois o país sofreu uma queda alta devida a pandemia gerada pela Covid-19. Porém, os estudiosos afirmam que a marca de 0,60 ainda é considerada baixa para um país da magnitude do Brasil.

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