O Google está sendo processado pelo Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e por procuradores-gerais de onze estados diferentes por, de acordo com a ação, manter um monopólio de forma ilegal no mercado de buscas da web e de anúncios online, pagando bilhões para impedir a entrada de concorrentes.

O departamento de justiça afirma que a empresa conquistou essa dominância pagando para ser o buscador padrão em celulares e computadores; ou proibindo a pré-instalação de um concorrente. De acordo com o processo, o Google criou um ciclo que reforça seu poder de monopólio através dos lucros obtidos com sua dominância de mercado.

Ainda segundo o DoJ, a conduta do Google prejudicou consumidores ao reduzir as escolhas em buscadores da web e ao impedir inovação nesse setor; além de cobrar mais dos anunciantes por propagandas na internet. De acordo com o processo o Google:

–  firmou acordos de exclusividade que proíbem a pré-instalação de qualquer serviço concorrente de busca;
– fechou contratos que forçam a pré-instalação de seus aplicativos de pesquisa em dispositivos móveis, impedindo sua remoção do dispositivo;
– realizou uma parceria de longo prazo com a Apple exigindo que o Google seja o mecanismo padrão de busca no navegador Safari;
– usou lucros de monopólio para inserir seu mecanismo de pesquisa em dispositivos, navegadores e outros.

Em contrapartida, o Google afirmou em comunicado que esta ação judicial “é profundamente falha”, e que as pessoas usam seus serviços porque querem. Segundo a empresa, o processo “daria destaque artificial para alternativas de pesquisa com qualidade inferior, aumentaria os preços dos celulares e tornaria mais difícil para os usuários obterem os serviços de pesquisa que desejam usar”.

Além do Departamento de Justiça, onze procuradores-gerais estão processando o Google, nos estados do Arkansas, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Indiana, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana e Texas. No ano passado, o DoJ abriu um processo antitruste contra gigantes de tecnologia, incluindo Amazon, Apple e Facebook, além do próprio Google.

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