Por Laís Oliveira

Em entrevista ao Bloomberg, a ex-candidata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, demonstrou preocupação no que diz respeito à popularidade que as criptomoedas têm atualmente e a grande quantidade de pessoas que investem nesse ativo.

Para Hillary, as criptomoedas “podem parecer curiosas e tecnologicamente avançadas, e investir nelas pode ser lucrativo. Mas, na realidade, eles ameaçam o papel do dólar como moeda de reserva mundial. Como resultado, sua distribuição não terminará bem. Isso só vai levar à desestabilização do equilíbrio econômico”.

A preocupação da ex-candidata aparentemente tem a ver com o grande número de pessoas que tem investido em bitcoin não só nos Estados Unidos, mas em todo o o mundo. Um dos grandes fatores que motivam a popularidade da criptomoeda é a inflação.

À medida que a inflação tem afetado muitos países, incluindo os EUA, especialmente devido à pandemia, pequenos investidores, como pessoas de baixa renda e sem experiência em investimentos, e grandes investidores, como o CEO da Apple, têm buscado o bitcoin como proteção.

Curiosamente, na semana em que Hillary dá a declaração a respeito da criptmoeda, o bitcoin segue há dias em queda após uma semana agitada nos mercados. Contudo, apesar da queda semanal de cerca de 10%, o Bitcoin ainda está com uma capitalização de mercado superior a 1 trilhão de dólares e segue sendo um dos investimentos queridinhos do momento.

É válido lembrar que, na esteira das criptomoedas e vendo seu sucesso entre os investidores, o governo dos EUA já está desenvolvendo o dólar digital. O Federal Reserve (Fed) está analisando os prós e os contras da iniciativa, ainda sem previsão de lançamento.

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