No domingo (05), a paramédica brasileira Liana Sá morreu de Covid-19 em Nova Jersey. Ela trabalhava com transporte de infectados pela doença e vivia havia mais de 10 anos nos EUA – que possui o maior número de mortos desde o início da pandemia de coronavírus.

Em entrevista à TV Globo, Claudison Rodrigues, ex-marido da paramédica, contou que ela se sentiu mal durante o plantão e não resistiu. “No último plantão dela, ela se sentiu mal, foi para casa e em três dias morreu. Ela estava totalmente exposta”, relatou ele. “Ela estava na linha de frente do combate ao coronavírus, levando e trazendo pessoas nos veículos de transporte de doentes. Ela se preparou para fazer esse tipo de trabalho, estava fazendo isso ha anos lá. Uma brasileira que foi lá se preparar para esse tipo de trabalho, fez o trabalho e morreu por isso”, finalizou o ex-marido.

Nesta segunda-feira (06) o número de mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nos Estados Unidos atingiu a marca de 10 mil. Os casos confirmados no país já são mais de 352 mil e o epicentro da Covid-19, Nova York, contabiliza mais de 130 mil infectados.

Segundo especialistas e profissionais de saúde, o verdadeiro cenário da Covid-19 no país acaba sendo subestimado devido a falta ou atraso dos testes para detectar a Covid-19 em muitas partes do Estados Unidos, além da capacidade de espalhar os vírus de quase metade dos infectados sem sintomas. Mesmo com o número de mortes passando dos 10 mil, os Estados Unidos ainda não conseguem mensurar o impacto da pandemia em seu território.

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