Com apenas 29 anos de idade, o surfista Fabrizio Stabile, de Atlantic County, Nova Jersey, morreu ao contrair uma “ameba que come o cérebro” dias depois de visitar uma piscina de ondas artificiais em um parque aquático de Waco, no Texas. A notícia chocou amigos e familiares que se surpreenderam com a rapidez com a infecção provocou a morte do jovem.

Stabile teria usado uma das piscinas do parque durante suas férias, de acordo com um jornal local. Ao retornar para casa, em 16 de setembro, ele sofreu uma dor de cabeça súbita, mas só um dia mais tarde deu indícios de não estar realmente bem – não se deslocava ou falava com coerência. Foi internado num hospital local, inicialmente com sintomas de meningite e, após vários testes, um dia antes de morrer, o resultado deu positivo para Naegleria fowleri.

Esta ameba é rara, mas de acordo com os registros médicos tem uma taxa de mortalidade elevada na qual 97% dos casos resultam em morte e ela caracteriza-se por destruir o tecido cerebral. A ameba é introduzida na água com mais frequência através do solo, seja lama ou uma linha de água, podendo estar presente por um dia e desaparecer no seguinte, mas os episódios de infeções são raros.

De acordo com especialistas, porém, beber água contaminada não causa a condição – que, apesar de extremamente rara, com apenas 143 casos nos Estados Unidos entre 1962 e 2017 (média de 2,6 por ano) é fatal. De todos os casos no país, apenas quatro pessoas sobreviveram.

Após a morte do surfista, a piscina de ondas do BSR Cable Park, em Waco, foi fechada, de acordo com o jornal local Waco Tribune-Herald. Segundo a reportagem, o parque fechou suas portas voluntariamente para que os pesquisadores do Centro Federal de Controle de Doenças realizassem testes nas piscinas. Os resultados devem ser obtidos em uma semana. Além da piscina de Waco, outras possíveis fontes da ameba na região podem ser a água no hotel em que Fabrizio ficou hospedado.

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