Lindsey Graham, senador republicano da Carolina do Sul, afirmou em uma entrevista à Fox News, na última terça-feira (12), que 40 mil brasileiros cruzaram a fronteira dos EUA com o México ilegalmente e usando roupas de grife e bolsas da Gucci.

“Tivemos 40 mil brasileiros só no posto de Yuma a caminho de Connecticut com roupas de marca e bolsas Gucci. Isso não é mais uma imigração econômica. As pessoas tiram vantagem de nós. Não vai demorar muito para que um terrorista se misture à multidão”, disse o político.

Questionado sobre o número de brasileiros e seu suposto estilo de roupa, o porta-voz do senador disse que ele visitou o setor Yuma e que as informações vieram da patrulha da fronteira. Segundo ele, a patrulha deteve um grande número de brasileiros, venezuelanos e cubanos.

Lindsey sugeriu que o anúncio feito pelo Departamento de Segurança Interna, de investigar “empregadores que exploram a vulnerabilidade de trabalhadores em documento”, ao invés de investigar os imigrantes que vem sem documentação, seria o culpado pelo aumento do fluxo de imigrantes.

Na internet, as pessoas repercutiram a fala do senador e ele utilizou as redes sociais para reforçar sua fala. “Eu vi em primeira mão dezenas de brasileiros – bem vestidos e com bagagens caras – usando vistos de turistas para Cancun e outras regiões. De lá, eles pegam aviões, ônibus e carros para a fronteira do México com os EUA para ‘se entregar’. Ao contrário dos que viajam por semanas, a bagagem e aparência desses brasileiros é de quem simplesmente está fazendo checkin em um hotel. Esse é um flagrante do abuso do nosso sistema de imigração”, reiterou na quarta-feira (13).

Apesar das acusações, o senador não apresentou qualquer prova que mostrasse os brasileiros trajando roupas e bagagens de marca na fronteira.

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