Por Lindenberg Junior

O número de estudantes estrangeiros registrados em universidades e “colleges” nos Estados Unidos no ano letivo de 2019/2020 foi de 372.532, enquanto que no ano letivo anterior, de 2018/2019, esse número foi um pouco maior: 377.943. É válido lembrar que os EUA emitem vistos para estudantes internacionais cujo número chega perto de um milhão atualmente.

É perceptível que mesmo com a pandemia esses números ficaram quase similares, porém menor em 2019/2020. Sem dúvida alguma nos EUA existem muitas faculdades e escolas de renome mundial que oferecem educação superior de alta qualidade – o que faz jus a essa grande procura por pessoas de vários países, inclusive o Brasil.

A maioria desses estudantes internacionais é de origem chinesa e indiana, e contabilizam, em média, 1/3 do total de pessoas matriculadas em universidades. Outro dado interessante é que, do número total de alunos internacionais, 1/3 deles busca por cursos de pós-graduação, e geralmente os mais buscados são programas de engenharia e ciência da computação.

Esses estudantes internacionais nos Estados Unidos pagam algumas das mais altas anuidades para as universidades e “colleges” do país, com uma média de US$24.914 (por ano). Isso pode explicar o porquê de vermos um grande número de estudantes internacionais em faculdades como a UCLA e a USC de Los Angeles. Esse dado gera muita polêmica já que os alunos americanos pagam bem menos e muitos deles estudam com subsídios ou empréstimos do governo americano ou das próprias universidades. Normalmente, 30% das famílias americanas pagam as anuidades dos filhos por meio de economias de poupança dos pais, enquanto 31% dependem de subsídios e bolsas de estudo.

Com a pandemia, vieram algumas decisões políticas, seja na era Trump ou na Biden, que fizeram com que muitos estudantes internacionais dessem uma pausa em seus estudos entre 2020 e 2021. “Dados mais recentes indicam que o número de estudantes internacionais em universidades americanas voltará a crescer nos próximos dois anos, dependendo da trajetória da pandemia”, relevou diz Dra. Luciana Dar, brasileira consultora educacional nos EUA. É importante saber que as universidades têm lutado contra políticas consideradas prejudiciais aos estudantes internacionais. É muito fácil se distrair com a retórica política, mas os estudantes devem saber que as universidades precisam deles”, complementou.

Tentar se tornar um estudante internacional dentro dos Estados Unidos não é fácil. O processo de inscrição é complexo e competitivo, o que significa que requer muito trabalho e dedicação antes mesmo do passo de dar início às aulas. Segundo Luciana, não é um processo rápido e os alunos devem começar a se preparar com meses ou mesmo anos de antecedência e precisam se manter organizados e bem informados o tempo todo.

“O processo de inscrição para faculdades e universidades dos EUA pode ser extenso e confuso, e muitos estudantes internacionais ficam intimidados com o número de etapas exigidas. De SATs, TOEFL e outros testes, à redação (essay writings), avaliação de credenciais e muito mais” afirmou Dra. Luciana.

Se você deseja se tornar um estudante internacional dentro dos Estados Unidos, mas não consegue atender aos altos custos e requisitos das universidades, pode também considerar começar sua educação a partir de um “Community College” nos primeiros dois anos. Você pode escolher, por exemplo, o Glendale College ou o Santa Monica College no condado de Los Angeles.

“Os community colleges oferecem aos alunos uma excelente educação por uma fração do custo e são uma ótima maneira para os alunos internacionais começarem sua rota por um curso superior nos EUA. Mas para isso a capacidade de falar e escrever em  inglês  acadêmico e profissional é fundamental”, finalizou Dra. Luciana.

A grande vantagem dos Estados Unidos no ensino superior é que existe uma grande variedade de instituições e opções de ensino, além do mais, todas são abertas à diversidade e possuem interesse de receber estudantes de outras culturas.

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