Por Lindenberg Junior

Por vezes escutamos de amigos e colegas de trabalho algo mais ou menos assim “não quero me apaixonar por ele/ela. Tenho medo, não sei”. Não temos que ter medo de amar, mas sim temer aquelas pessoas que dizem que amar é loucura. O amor é lindo, maravilhoso, e não deve ser temido. Estudos indicam que as pessoas solteiras tendem a ter uma vida mais curta do que as que compartilham sua vida com alguém. Seguindo este raciocínio, podemos concluir, então, que o amor é muito importante. É uma necessidade que deve ser satisfeita. Provavelmente ilógico, ou mesmo absurdo, é ter medo de amar.

Por trás deste medo existe, na realidade, uma desesperada necessidade do outro. Uma angústia semelhante à saudade que temos do ser amado. Não temos medo de amar, temos medo de perder aqueles que amamos. Ora, mas para ter medo ou receio de perder o ser amado, temos primeiro que amar, certo? E amar intensamente. Amar hoje melhor que ontem, amanhã melhor que hoje.

Começamos um novo século há alguns anos. Vivemos numa era em que não há necessidade de “vestirmos armaduras” para nos proteger do amor. É uma época que nos requer “despidos”, dispostos a encarar e atuar com verdade, com sinceridade. Dispostos a ser plenos, a nos entregar. Eliminemos de vez este medo sem sentido. Este sentimento confuso e destrutivo.

Vamos viver o amor em sua plenitude. Conhecer seus prazeres e seus abismos. Ame! Permita-se ser amado. Ame o carinho, as mãos no cabelo, o cuidado, o deitar no ombro, o descanso que o outro traz. Ame, ame muito. Ame sem medo. Ame e não diga, ame e grite, ou sussurre, mas ame. O amor não precisa durar uma vida, às vezes, dura um dia, um mês, algumas horas, afinal amor é olhar para o outro e querer o bem, querer fazer o bem. O resto é variação disso.

Viva intensamente cada minuto, cada hora, cada dia. Ame e viva mais!

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