A partir de 1º de fevereiro de 2026, passageiros que embarcarem em voos domésticos nos Estados Unidos sem um documento REAL ID ou passaporte poderão pagar uma taxa de US$ 45 para seguir viagem. A medida faz parte da implementação do novo sistema TSA ConfirmID, anunciado pela Administração de Segurança dos Transportes (TSA). O programa oferece uma verificação alternativa de identidade, mas inclui triagem adicional e possíveis atrasos. A agência recomenda que os viajantes regularizem seus documentos para evitar custos extras.

 

 

A taxa de US$ 45 para passageiros sem REAL ID entra em vigor em 1º de fevereiro de 2026

A taxa de US$ 45 para passageiros sem REAL ID entra em vigor em 1º de fevereiro de 2026

A Administração de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (TSA, na sigla em inglês) começará a cobrar, a partir de 1º de fevereiro de 2026, uma taxa de US$ 45 de passageiros que tentarem embarcar em voos domésticos sem um documento de identidade compatível com o REAL ID ou outra forma aceitável de identificação, como o passaporte.

A cobrança está vinculada à implementação do TSA ConfirmID, um sistema modernizado de verificação alternativa de identidade, anunciado oficialmente em comunicado nacional divulgado em 15 de janeiro de 2026, em Washington. O programa permite que viajantes sem a documentação exigida ainda possam voar, desde que aceitem passar por um processo adicional de verificação e arquem com o custo do serviço.

“O TSA ConfirmID será uma opção para viajantes que não apresentarem um documento de identidade REAL ID ou outra forma de identificação aceitável no posto de controle da TSA e ainda assim desejarem embarcar”, afirmou Adam Stahl, Oficial Sênior que exerce as funções de Administrador Adjunto da TSA.

“Os viajantes afetados terão a opção de pagar US$ 45 e utilizar o processo TSA ConfirmID. Essa taxa garante que os viajantes que não cumprem as exigências, e não os contribuintes, cubram o custo do processamento dos viajantes sem documentos de identificação aceitáveis. Para evitar atrasos ou perda de voos, todos os viajantes devem obter um documento de identidade REAL ID ou outra forma de identificação aceitável antes de se dirigirem ao aeroporto”, concluiu Stahl.

Segundo a TSA, a taxa será válida por até 10 dias de viagem. Mesmo com o pagamento, o passageiro será direcionado a uma triagem avançada, que pode incluir verificações adicionais e maior tempo de espera nos pontos de controle de segurança.

Como funciona o TSA ConfirmID

A agência orienta que todos os passageiros sigam três etapas básicas antes de viajar a partir de fevereiro:

O pagamento será feito por meio do sistema TSA ConfirmID, com opção online antes da viagem

O pagamento será feito por meio do sistema TSA ConfirmID, com opção online antes da viagem

Passo 1 – Verifique seu documento
Antes de ir ao aeroporto, o viajante deve confirmar se possui um REAL ID ou outro documento aceito pela TSA, como um passaporte. A lista completa está disponível no site oficial da agência.

Passo 2 – Use o TSA ConfirmID
Quem não tiver um documento válido deve acessar o portal tsa.gov/ConfirmID e pagar antecipadamente a taxa de US$ 45. O comprovante será enviado por e-mail por meio do sistema pay.gov.

Passo 3 – Leve o comprovante ao aeroporto
No dia da viagem, o passageiro deve apresentar o comprovante de pagamento (impresso ou no celular) e qualquer documento de identificação emitido pelo governo ao agente da TSA, seguindo as orientações para concluir o processo.

A TSA alerta que passageiros que chegarem ao aeroporto sem um REAL ID e sem ter pago previamente a taxa poderão enfrentar atrasos ainda maiores — o que pode resultar na perda do voo. O processo completo de verificação pode levar até 30 minutos.

O que é o REAL ID

O REAL ID é uma carteira de motorista ou documento de identidade emitido pelos estados americanos em conformidade com padrões federais de segurança. A medida foi recomendada pela Comissão do 11 de Setembro e transformada em lei em 2005, com o objetivo de dificultar fraudes e fortalecer os controles de identidade no país.

Embora a implementação estivesse prevista inicialmente para 2008, o prazo foi adiado diversas vezes e passou a valer plenamente em maio de 2025. Além de ser exigido para voos domésticos, o REAL ID também é necessário para acessar instalações federais e prédios governamentais.

Na maioria dos estados, o documento compatível com o REAL ID é identificado por uma estrela no canto superior do cartão.

Recomendação aos viajantes

A TSA afirma que está trabalhando com a iniciativa privada para ampliar as opções de pagamento online, a fim de reduzir filas nos aeroportos. Ainda assim, a agência reforça que a melhor alternativa para evitar custos e atrasos é atualizar o documento de identidade junto ao DMV (Departamento de Veículos Motorizados) do estado de residência o quanto antes.

A TSA afirma que o custo será arcado pelo viajante, e não pelos contribuintes

A TSA afirma que o custo será arcado pelo viajante, e não pelos contribuintes

FAQ – Perguntas frequentes

1. Quem precisa pagar a taxa de US$ 45?
Passageiros que não possuem REAL ID nem passaporte e desejam embarcar em voos domésticos nos EUA.

2. A taxa substitui o REAL ID?
Não. O TSA ConfirmID é uma opção alternativa e temporária, com triagem adicional.

3. A taxa é paga no aeroporto?
A TSA recomenda o pagamento antecipado pelo site oficial para evitar atrasos.

4. O pagamento garante embarque imediato?
Não. O passageiro ainda passará por verificação adicional e pode enfrentar filas.

5. Brasileiros com passaporte podem usar o REAL ID?
O passaporte válido é aceito pela TSA e dispensa o uso do ConfirmID.