O dólar encerrou esta quarta-feira (21) em queda firme frente ao real, com desvalorização de 1,10%. A moeda norte-americana fechou cotada em R$ 5,32, no menor nível desde o início de dezembro do ano passado. No acumulado de 2026, o dólar já registra queda de pouco mais de 3%, refletindo um dia de forte valorização do real em comparação a outras moedas emergentes.
Houve redução do temor de uma escalada geopolítica envolvendo Estados Unidos e Europa após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, descartando ações militares na Groenlândia e a imposição de tarifas comerciais a países europeus. Esse alívio favoreceu a saída de recursos do dólar e uma rotação global em direção a ativos de maior risco.
No Brasil, o movimento foi reforçado pela entrada de capital estrangeiro, especialmente para a bolsa, que renovou máximas históricas, além de um fluxo cambial positivo registrado pelo Banco Central. Analistas avaliam que fatores domésticos tiveram peso secundário, com o desempenho do câmbio sendo determinado majoritariamente pelo ambiente internacional e pela busca global por diversificação fora dos Estados Unidos.
Relembrando a última sessão, o dólar encerrou a terça-feira (20) em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,3802. Na segunda-feira (19), em baixa de 0,16%, cotada a R$ 5,3647. Na sexta-feira (16) em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 5,3733. Na quinta-feira (15), o dólar encerrou em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,3684. Na quarta-feira (14) em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,4012, voltando a superar o patamar de R$ 5,40.
A divisa americana fechou os últimos 12 meses (52 semanas) em -11,7901% e com variação de cotação entre R$5,2695 mínimo e R$6,3144 na máxima. No primeiro pregão do ano de 2025, dia 2 de janeiro, o dólar foi cotado a R$6,1798.
Janeiro até agora
Na sexta-feira (2) primeiro pregão do ano, fechou em queda firme de 1,19%, cotada a R$ 5,4238. Na terça-feira (6), encerrou cotado a R$ 5,3819, com baixa de 0,43%, acumulando desvalorização de 3,50% nas últimas quatro sessões.
O que aconteceu em dezembro
O início de dezembro foi marcado por forte volatilidade no câmbio após a confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. No dia 5, o dólar disparou 2,34% e fechou a R$ 5,4346, seguido de leve queda no dia 8, para R$ 5,4220. A moeda voltou a subir nos dias seguintes, alcançando R$ 5,4411 em 9 de dezembro, após a reafirmação da candidatura como “irreversível”, e passou por novas oscilações ao longo do mês. Entre os destaques, o dólar superou novamente R$ 5,50 nos dias 17 e 19, acumulando alta semanal de 2,18%. Já nos dias 22 e 23, houve nova alta para R$ 5,5844 e, em seguida, queda de 0,95%, para R$ 5,5313, interrompendo uma sequência de sete altas consecutivas. No ultimo pregão do ano, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,4890, uma queda de 1,58%.
O Dólar em 2025
Em 2025, o dólar acumulou queda de 11,17% frente ao real, no maior recuo anual desde 2016, após começar o ano acima de R$ 6,00 e encerrar próximo de R$ 5,49, em um cenário de forte volatilidade. A desvalorização refletiu o enfraquecimento global da moeda americana, cortes de juros pelo Fed e o elevado diferencial de juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital estrangeiro.
Veja destaques de cada mês:
FAQ – Perguntas Frequentes
Qual é a cotação hoje de USD/BRL?
A taxa de câmbio agora é 1 USD = R$ 5,3733 BRL.
Se o dólar caiu no exterior, por que subiu no Brasil?
Mesmo com o dólar caindo globalmente devido à expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve, fatores internos — especialmente políticos — tiveram mais peso. A incerteza local foi suficiente para provocar a alta isolada da moeda no Brasil.
O dólar está mais alto ou mais baixo do que no início do ano?
Apesar da forte alta recente, o dólar acumula queda superior a 12% em 2025, considerando o desempenho dos últimos 12 meses. Ele chegou a ser cotado acima de R$ 6,17 no primeiro pregão do ano, mas vem recuando ao longo dos meses.
Por que é importante acompanhar diariamente a cotação do dólar?
O dólar é influenciado por diversos fatores — política, economia, juros, crises internacionais, guerra tarifária, decisões judiciais e dados do mercado de trabalho. Movimentos abruptos revelam mudanças na percepção de risco e podem afetar investimentos, viagens, importações e até preços internos.
