A o filme cinebiografia “Michael” estreia com números recordes nos EUA e no mundo, superando expectativas e se tornando a maior abertura da história para o gênero. Apesar das críticas divididas, o público impulsiona o filme com forte aprovação e desempenho global.
Há um novo líder nas telonas. “Michael”, cinebiografia sobre Michael Jackson, estreou com impressionantes US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana.
O resultado marca a maior estreia de todos os tempos para uma cinebiografia, superando Straight Outta Compton (US$ 60 milhões) e deixando para trás Bohemian Rhapsody, que abriu com US$ 51 milhões e terminou sua trajetória com US$ 910 milhões globais.
Além disso, “Michael” garantiu a segunda maior estreia de 2026, ficando atrás apenas de Super Mario Galaxy: O Filme.
Expectativas superadas e recepção dividida
O filme estreou oficialmente em 24 de abril de 2026. Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido por Training Day, a produção acompanha a trajetória de Michael desde o Jackson 5 até o auge da carreira.
No elenco:
- Jaafar Jackson como Michael
- Colman Domingo como Joe Jackson
- Nia Long como Katherine Jackson
Inicialmente projetado para arrecadar entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões, o filme viu suas estimativas crescerem conforme a estreia se aproximava — e acabou superando todas.
Apesar de apenas 38% de aprovação da crítica, o público reagiu de forma oposta:
- Nota “A-” no CinemaScore
- 61% da audiência composta por mulheres
- 66% com mais de 25 anos
“Você não alcança esse número sem um forte desempenho em todos os públicos”, afirmou Adam Fogelson, da Lionsgate.
Críticas e controvérsias
Embora elogiado pelo espetáculo, “Michael” enfrenta críticas por romantizar a vida do artista. O filme não aborda diretamente as acusações de abuso sexual infantil que marcaram a carreira do cantor.
Originalmente, o roteiro incluía um processo judicial de 1993, mas essas cenas foram removidas após restrições legais. O longa acaba durante a turnê Bad (1988), deixando espaço para possíveis continuações.
Um investimento alto — e já compensado
Com orçamento próximo de US$ 200 milhões, “Michael” é uma das cinebiografias mais caras já feitas. O investimento foi dividido entre a Lionsgate, a Universal e os herdeiros do artista.
O desempenho inicial já indica retorno financeiro sólido, com projeções que apontam para mais de US$ 700 milhões globalmente.
O fator espetáculo: música e nostalgia
Assim como outros sucessos do gênero, como Elvis, o longa aposta em grandes performances musicais.
Entre os destaques:
- “Billie Jean”
- “Thriller”
- “Beat It”
O filme teve forte desempenho em formatos premium:
- US$ 13,8 milhões no IMAX (EUA)
- US$ 24,5 milhões globalmente
Mercado aquecido e perspectivas
O sucesso de “Michael” reforça a recuperação do setor. Segundo a Comscore, a receita está 15% acima de 2025.
A expectativa agora se volta para grandes lançamentos:
- O Diabo Veste Prada 2
- Mortal Kombat 2
- Produções do universo Star Wars
FAQ – Perguntas Frequentes
1. “Michael” é baseado em fatos reais?
Sim, o filme retrata a vida e carreira de Michael Jackson, com foco em sua trajetória artística.
2. Por que o filme é polêmico?
Principalmente por não abordar diretamente as acusações de abuso sexual contra o cantor.
3. Quem interpreta Michael Jackson?
Jaafar Jackson, sobrinho do artista, em sua estreia como ator.
4. O filme valeu o investimento?
Sim, a forte estreia indica retorno financeiro e possível lucro significativo.
5. Haverá continuação?
Há expectativa de novos filmes, já que a história termina antes do fim da carreira do cantor.
