Uma americana economizou US$ 400 ao tomar gratuitamente a vacina contra febre amarela pelo SUS em São Paulo. O caso destaca o atendimento a estrangeiros no Brasil e as diferenças entre os sistemas de saúde brasileiro e americano.

O SUS permite que estrangeiros recebam atendimento gratuito nos serviços públicos de saúde do Brasil.
Uma criadora de conteúdo americana, conhecida nas redes sociais como Lisa (@lisadabahdest), aproveitou uma viagem a São Paulo para receber gratuitamente uma dose da vacina contra a febre amarela em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Segundo ela, o mesmo imunizante custaria cerca de US$ 400 em Los Angeles, onde mora, o equivalente a aproximadamente R$ 2 mil na conversão mencionada em seu relato.
A experiência aconteceu há mais de um ano, mas ganhou repercussão em outubro de 2026, depois que Lisa publicou um vídeo no Instagram. A história já havia sido compartilhada anteriormente no TikTok e chamou a atenção por mostrar uma possibilidade pouco conhecida por alguns visitantes estrangeiros: o acesso a determinados serviços de saúde pública no Brasil, mesmo sem nacionalidade brasileira.
Lisa explicou que já tinha planos de conhecer o país, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. A possibilidade de tomar a vacina sem custos, porém, tornou a viagem ainda mais interessante, principalmente porque ela pretendia visitar outros destinos internacionais no futuro.
A americana contou que sentiu falta da imunização durante uma viagem anterior ao Panamá. Embora estivesse na Cidade do Panamá, região em que a vacina não era necessária para o roteiro que havia planejado, ela gostaria de ter mais liberdade para explorar outros lugares. A experiência contribuiu para que pesquisasse alternativas de vacinação antes de embarcar para o Brasil.
Lisa descobriu que poderia procurar o SUS cerca de duas semanas antes da viagem, enquanto pesquisava clínicas particulares que ofereciam o imunizante. Segundo ela, pagaria pela vacina caso fosse necessário, mas ficou grata pela possibilidade de recebê-la gratuitamente. A criadora de conteúdo também elogiou a existência de um sistema universal de saúde e defendeu que o acesso à assistência médica seja tratado como um direito humano.
SUS permite atendimento gratuito a estrangeiros
A experiência de Lisa destaca uma característica importante do sistema brasileiro: o SUS atende estrangeiros, incluindo turistas, sem cobrar pelos serviços públicos oferecidos, conforme o princípio da universalidade. O acesso abrange vacinação, consultas e atendimentos de urgência e emergência, de acordo com a disponibilidade e as regras de cada serviço.
Para receber a vacina contra a febre amarela, o visitante deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que ofereça o imunizante e confirmar os documentos necessários. A aplicação depende das recomendações sanitárias e da avaliação das condições de saúde da pessoa.
Em situações de urgência, estrangeiros também podem procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192.
Segundo números apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o SUS registrou 775.619 atendimentos a estrangeiros em 2025. Em 2023, foram contabilizados 1.143.223 atendimentos. Os números representam atendimentos realizados, não necessariamente pessoas diferentes.
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Brasil e Estados Unidos: diferenças na saúde pública
O caso também evidencia diferenças entre os sistemas de saúde dos dois países. No Brasil, o SUS oferece serviços públicos financiados por impostos, desde a vacinação até tratamentos de alta complexidade. Nos Estados Unidos, o atendimento combina seguros privados, programas públicos e serviços comunitários, sem um sistema nacional de cobertura universal equivalente ao brasileiro.
Algumas vacinas são gratuitas ou têm custos reduzidos nos EUA, dependendo da cobertura e dos programas disponíveis. Entretanto, imunizantes específicos para viajantes podem ter preços elevados. Os US$ 400 citados por Lisa correspondem ao valor que ela esperava pagar em Los Angeles, e não a um preço fixo praticado em todo o país.
Para brasileiros residentes nos EUA, a diferença é relevante: embora o país tenha hospitais altamente especializados e tecnologias avançadas, o custo dos serviços e a cobertura do seguro podem influenciar o acesso ao atendimento. No Brasil, o SUS elimina a cobrança direta pelos serviços públicos cobertos, mas enfrenta desafios como filas, desigualdades regionais e disponibilidade de profissionais.
Medicina brasileira tem reconhecimento internacional

Americana economizou US$ 400 ao receber a vacina contra a febre amarela durante uma viagem a São Paulo
O Brasil também se destaca pela presença de hospitais e profissionais reconhecidos em diferentes especialidades. O levantamento World’s Best Specialized Hospitals 2027, da Newsweek em parceria com a Statista, incluiu 33 hospitais brasileiros em 13 especialidades médicas.
Entre as instituições de destaque estão o Einstein Hospital Israelita e o Hospital Sírio-Libanês, reconhecidos em áreas como oncologia, cardiologia e outras especialidades. O país também possui hospitais públicos e universitários que contribuem para a pesquisa, a formação médica e o atendimento especializado.
Na cirurgia plástica e na dermatologia, o Brasil reúne profissionais especializados e tem forte presença no mercado de procedimentos estéticos e reparadores. Esse reconhecimento, porém, não elimina as diferenças de acesso aos serviços de saúde dentro do próprio país.
Outro destaque é o programa público de transplantes de órgãos, coordenado pelo Sistema Nacional de Transplantes. O Brasil mantém um dos maiores programas públicos do mundo, com distribuição baseada em critérios clínicos, compatibilidade e regras específicas para cada órgão.
Vacina contra febre amarela: o que os viajantes precisam saber
A febre amarela é uma doença viral transmitida pela picada de mosquitos infectados. Nos casos graves, pode causar hemorragias, comprometimento do fígado e dos rins e até a morte. A vacinação é uma das principais formas de prevenção, mas sua indicação depende do destino, das condições de saúde e das recomendações sanitárias.
A vacina oferece proteção duradoura e, para a maioria das pessoas, uma dose é suficiente para proteção por toda a vida. Alguns países exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para a entrada de viajantes.
A vacinação também contribui para a saúde coletiva. A queda na cobertura vacinal pode favorecer o retorno de doenças e aumentar o risco de surtos. Além disso, não há evidências científicas que sustentem a alegação de que vacinas causam autismo.
O relato de Lisa mostra como o acesso à saúde pode influenciar a experiência de quem viaja. Mais do que a economia de US$ 400, o episódio chamou a atenção para a possibilidade de estrangeiros utilizarem serviços públicos brasileiros e para as diferenças entre os modelos de assistência médica do Brasil e dos Estados Unidos.
FAQ — Perguntas frequentes
1. Estrangeiros podem ser atendidos gratuitamente pelo SUS?
Sim. Turistas, migrantes e outros estrangeiros podem acessar serviços públicos de saúde no Brasil, conforme a necessidade e a disponibilidade.
2. Americanos podem tomar vacina contra febre amarela gratuitamente no Brasil?
Sim, desde que a vacina esteja disponível na unidade e a pessoa atenda às recomendações sanitárias.
3. Quanto custa a vacina contra febre amarela nos Estados Unidos?
O preço varia conforme a clínica e a cobertura do seguro. Lisa relatou que esperava pagar US$ 400 em Los Angeles.
4. Quais hospitais brasileiros têm reconhecimento internacional?
O Einstein Hospital Israelita e o Hospital Sírio-Libanês estão entre as instituições brasileiras presentes em rankings internacionais de hospitais especializados.
5. O SUS realiza transplantes de órgãos gratuitamente?
Sim. O SUS financia grande parte dos transplantes realizados no país, organizados pelo Sistema Nacional de Transplantes conforme critérios clínicos e de compatibilidade.



