A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou no dia 14 de agosto de 2025 um alerta em suas redes sociais direcionado às famílias e mulheres grávidas que planejam viajar ao país com o objetivo de dar à luz e garantir a cidadania americana para seus filhos. Segundo a mensagem da embaixada, “viajar para os EUA com o principal objetivo de dar à luz para que seu filho obtenha cidadania americana não é permitido”. Caso os oficiais de imigração percebam que este é o propósito da viagem, o visto será negado.
Na publicação recente, a embaixada divulgou um vídeo com o alerta, onde uma mulher grávida aparece diante de uma bandeira dos EUA, acompanhado de um texto destacando que a negação do visto ocorrerá caso o principal objetivo da viagem seja garantir a cidadania do filho. O vídeo gerou reações variadas, com internautas divididos entre apoiar as novas diretrizes e questionar a medida.
A mensagem da embaixada vem como parte das políticas anti-imigração do governo americano, que continua sua luta judicial contra o “jus soli” — direito à cidadania por nascimento, garantido pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA. Este princípio garante que qualquer criança nascida no país, independentemente do status dos pais, se torne automaticamente cidadã americana.
Além disso, a embaixada tem sido crítica à imigração ilegal, com publicações irônicas e mensagens de advertência, como a que faz referência ao personagem E.T. do filme homônimo, sugerindo que quem está nos EUA ilegalmente “é hora de voltar para casa”.
Embaixada dos EUA tem intensificado as mensagens contra o ‘turismo de nascimento’ e outras formas de imigração ilegal
Implicações das Novas Diretrizes para o Turismo de Nascimento
O “turismo de nascimento”, como é chamado, é a prática em que mulheres grávidas viajam aos EUA com a intenção de dar à luz no país, garantindo a cidadania americana para o filho. Este fenômeno tem crescido nos últimos anos. Estima-se que, anualmente, cerca de 33 mil partos nos EUA sejam realizados por mulheres que viajam com esse objetivo, segundo o Centro de Estudos CIS (Center for Immigration Studies).
No Brasil, o número de mulheres que viajam para os EUA com esse propósito tem aumentado. Dados de 2018 do Consulado do Brasil em Miami apontam que 1.827 filhos de brasileiras nasceram na Flórida. A prática também gera controvérsias devido aos elevados custos envolvidos. O gasto para um parto nos EUA pode variar de R$ 80 mil a R$ 100 mil, com custos adicionais de hospedagem e alimentação, elevando o valor para até R$ 250 mil.
Essas novas diretrizes se inserem em um contexto de endurecimento das políticas de imigração nos EUA. Em junho de 2025, a Suprema Corte dos EUA emitiu uma decisão que abriu caminho para transformar em lei uma proposta que visa proibir a cidadania para filhos de turistas nascidos no país, uma mudança que ainda está em processo.
O aumento da fiscalização por parte da embaixada e a aplicação de novas regras têm gerado discussões intensas nas redes sociais. Muitos estrangeiros, inclusive brasileiros, concordam com a necessidade de seguir as regras de imigração, enquanto outros questionam a proibição, ressaltando que nem todas as gestantes que solicitam visto têm a intenção de garantir a cidadania americana para seus filhos.
Para famílias brasileiras que consideram viajar aos Estados Unidos para dar à luz, o aviso da embaixada representa um alerta para repensar suas intenções e os riscos envolvidos.
FAQ: Perguntas frequentes sobre nascimentos nos EUA
O que pode acontecer se minha viagem for considerada como “turismo de nascimento”?
Se os oficiais de imigração perceberem que o objetivo principal da sua viagem é garantir a cidadania para o seu filho, seu pedido de visto será negado, e você poderá ser impedida de entrar no país.
A Embaixada considera todas as gestantes como “turismo de nascimento”?
Não. Apenas aquelas cujo objetivo principal da viagem seja garantir a cidadania do filho. Se a viagem tiver outro propósito, como turismo ou negócios, o visto pode ser concedido.
Como posso garantir a cidadania americana para meu filho sem recorrer ao “turismo de nascimento”?
É importante explorar outras formas de imigração legal, como a residência permanente, em vez de recorrer ao nascimento nos EUA.
Essas novas regras podem afetar aqueles que já moram nos EUA legalmente?
Embora o foco seja no “turismo de nascimento”, qualquer tentativa de manipulação do sistema de imigração pode afetar aqueles que buscam legalizar sua situação ou modificar seu status, resultando em negações ou outros problemas legais.
