Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos suspeitos de integrar um esquema de fraude migratória que teria movimentado mais de US$ 20 milhões. O grupo é acusado de enganar imigrantes com promessas falsas de legalização, podendo ter feito centenas de vítimas.

Grupo brasileiro é acusado de movimentar mais de US$ 20 milhões com fraude migratória nos EUA.

Grupo brasileiro é acusado de movimentar mais de US$ 20 milhões com fraude migratória nos EUA.

Uma operação conjunta conduzida por autoridades do Condado de Orange, nos Estados Unidos, resultou na prisão em abril de 2026 de quatro brasileiros suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude e extorsão ligado à empresa Legacy Imigra.

Foram detidos o fundador Vagner Soares de Almeida, sua esposa Juliana Colucci, além dos associados Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva.

Segundo as investigações, o grupo teria enganado imigrantes em situação irregular, oferecendo serviços falsos de obtenção de vistos e pedidos de asilo.

Esquema pode ter movimentado mais de US$ 20 milhões

De acordo com autoridades americanas, o esquema operava com base em:

  • Fraude organizada
  • Extorsão
  • Prática não autorizada da advocacia

As investigações apontam que o grupo teria acumulado mais de US$ 20 milhões ao longo dos anos, explorando principalmente a comunidade brasileira nos EUA.

Ao menos sete vítimas já foram identificadas, com prejuízos que variam entre US$ 2.500 e US$ 26 mil, mas o número total pode chegar a centenas de pessoas.

Como funcionava o esquema

Segundo a polícia, os suspeitos:

  • Prometiam regularização migratória rápida
  • Retinham documentos pessoais dos clientes
  • Exigiam pagamentos adicionais sob pressão
  • Atuavam sem licença legal para exercer advocacia

O xerife do Condado de Orange afirmou que o grupo teria enriquecido com base em um modelo de negócios sustentado por “manipulação, mentiras e extorsão”.

Impacto na comunidade brasileira

Especialistas alertam que casos como esse:

  • Prejudicam a credibilidade de profissionais de imigração
  • Colocam vítimas em risco de deportação
  • Geram desconfiança generalizada na comunidade
Esquema envolvia extorsão, retenção de documentos e prática ilegal da advocacia.

Esquema envolvia extorsão, retenção de documentos e prática ilegal da advocacia.

O advogado de imigração Dr. Jeffrey Wengroff destacou que vítimas podem sofrer consequências legais mesmo tendo sido enganadas.

Autoridades pedem que vítimas se manifestem

A operação foi conduzida com participação de:

  • Gabinete do Xerife do Condado de Orange
  • Departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI)
  • Procuradoria-Geral da Flórida

As autoridades orientam possíveis vítimas a entrarem em contato para colaborar com as investigações.

A defesa dos acusados não foi localizada, e o espaço segue aberto.

Atenção com “despachantes” e consultores de imigração

Imigrantes devem ter cuidado ao contratar serviços de imigração nos Estados Unidos, já que apenas advogados licenciados ou representantes credenciados estão legalmente autorizados a oferecer orientação jurídica e atuar em processos migratórios. Muitos casos de fraude envolvem pessoas que se apresentam como “consultores” ou “despachantes”, prometendo soluções rápidas para vistos, asilo ou regularização, mas acabam cobrando valores altos sem qualquer respaldo legal.

FAQ – Perguntas Frequentes

1. O que é fraude migratória nos EUA?
É quando indivíduos ou empresas oferecem serviços falsos ou ilegais de imigração, como promessas de vistos ou asilo sem base legal.

2. Brasileiros podem ser deportados mesmo sendo vítimas?
Sim. Em alguns casos, processos fraudulentos podem gerar consequências migratórias, incluindo deportação.

3. Como identificar um serviço de imigração confiável?
Verifique se o profissional é um advogado licenciado nos EUA ou um representante credenciado.

4. O que fazer se fui vítima de fraude?
Procure autoridades locais, como o HSI, e um advogado especializado em imigração.

5. Esse tipo de crime é comum?
Sim, especialmente em comunidades de imigrantes vulneráveis, o que leva autoridades a intensificarem operações.