Mesmo com a alta dos juros e dos preços imobiliários, dados recentes indicam que em algumas cidades dos Estados Unidos o custo mensal de um financiamento ainda pode ser menor que o aluguel. Um levantamento baseado em dados da GOBankingRates e da Zillow mostra onde essa diferença pode gerar economia anual significativa — especialmente fora dos grandes centros.
Comprar um imóvel nos Estados Unidos segue sendo visto como um investimento de longo prazo. No entanto, o cenário mudou nos últimos anos. Após o crescimento histórico da taxa de proprietários — que chegou a 69,2% em 2004, segundo o United States Census Bureau — o país enfrentou uma queda significativa após a crise imobiliária de 2007 e a recessão econômica.
A retomada começou gradualmente, atingindo cerca de 65,5% em 2021. Porém, entre 2022 e 2025, fatores como alta nas taxas de juros hipotecários, inflação e valorização acelerada dos imóveis voltaram a pressionar o acesso à casa própria. Dados recentes de mercado indicam que as taxas de financiamento chegaram a ultrapassar 7% ao ano em determinados períodos, impactando diretamente o poder de compra.
Ao mesmo tempo, os aluguéis dispararam, especialmente em grandes centros urbanos e regiões turísticas. Esse movimento abriu espaço para um fenômeno curioso: em cidades médias ou emergentes, financiar pode sair mais barato que alugar.
O estudo: onde comprar pode ser mais vantajoso
O levantamento da GOBankingRates analisou 80 regiões metropolitanas com base em dados da Zillow. A metodologia considerou:
- Entrada de 20% (down payment)
- Financiamento com taxa fixa de 30 anos
- Comparação com aluguel médio de casas unifamiliares
Importante: o estudo não inclui custos iniciais (closing costs) nem manutenção, o que pode impactar o retorno no curto prazo.
As 12 cidades onde comprar pode ser mais barato que alugar
1. Miami (Flórida)
- Economia anual estimada: US$ 7.236
- Forte presença de brasileiros e mercado aquecido
2. North Port/Sarasota
- Economia anual: US$ 4.536
3. Syracuse
- Economia anual: US$ 4.416
4. Tampa
- Economia anual: US$ 3.972
5. Oklahoma City
- Economia anual: US$ 3.744
6. New Orleans
- Economia anual: US$ 2.304
7. Baton Rouge
- Economia anual: US$ 3.672
8. Pittsburgh
- Economia anual: US$ 2.772
9. Dayton
- Economia anual: US$ 2.412
10. Atlanta
- Economia anual: US$ 2.376
- Polo econômico e destino frequente de brasileiros
11. Greensboro
- Economia anual: US$ 4.800
12. Little Rock
- Economia anual: US$ 2.304
O que considerar antes de comprar
Especialistas alertam que a decisão entre comprar ou alugar vai além da parcela mensal. É preciso considerar:
- Custos de manutenção e impostos (property tax)
- Estabilidade financeira e permanência na cidade
- Entrada inicial elevada (geralmente 20%)
- Condições de crédito e histórico financeiro
Além disso, políticas locais e incentivos estaduais podem influenciar diretamente o custo final do imóvel.
Tendências para brasileiros nos EUA
Estados como a Flórida e a Geórgia continuam atraindo brasileiros por fatores como clima, custo de vida e oportunidades econômicas. Cidades como Miami e Atlanta concentram comunidades expressivas, o que facilita adaptação e networking.
Ao mesmo tempo, cidades menos óbvias — como Pittsburgh ou Oklahoma City — ganham espaço por oferecer melhor relação custo-benefício.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Ainda vale a pena comprar imóvel nos EUA em 2026?
Depende do mercado local. Em cidades com alta de aluguel, pode ser vantajoso, especialmente no longo prazo.
2. Quanto preciso de entrada para financiar?
Geralmente cerca de 20%, mas existem programas com valores menores dependendo do perfil.
3. Estrangeiros podem comprar imóveis nos EUA?
Sim. Não é necessário ser cidadão americano, mas condições de financiamento podem variar.
4. O que são “closing costs”?
São custos adicionais da compra (taxas, seguros, registros), que podem chegar a 2% a 5% do valor do imóvel.
5. Comprar sempre é melhor que alugar?
Não. Depende do tempo de permanência, estabilidade financeira e condições do mercado local.
