A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora da empresa americana Kalshi, foi apontada pela Forbes americana como a bilionária mais jovem do mundo. Ex-bailarina, ela construiu fortuna com uma plataforma de previsão de mercado que vem ganhando força nos EUA. A ascensão chama atenção de brasileiros e latinos que empreendem na Califórnia e em todo o país.
Luana Lopes Lara é cofundadora da Kalshi, empresa de previsão de mercado que opera sob regulamentação federal nos EUA
A brasileira Luana Lopes Lara, 29 anos, foi anunciada como a mulher bilionária self-made — ou seja, que construiu a própria fortuna, sem herança — mais jovem do mundo, segundo ranking divulgado pela Forbes. Cofundadora da empresa de mercado preditivo Kalshi, ela alcançou patrimônio líquido estimado em US$ 1,3 bilhão após a companhia atingir avaliação de US$ 11 bilhões.
Com isso, Luana superou a cofundadora da Scale AI, Lucy Guo, que havia mantido o título por oito meses. Guo chegou ao posto após sua empresa de inteligência artificial atingir forte valorização de mercado.
Da dança clássica ao mercado financeiro
Natural do Brasil, Luana estudou balé na tradicional Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e, após se formar, mudou-se para a Áustria com o objetivo de seguir carreira como bailarina profissional. Nove meses depois, decidiu mudar de trajetória.
Ela ingressou no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde estudou ciência da computação e conheceu o colega Tarek Mansour, futuro cofundador da Kalshi.
A empresa foi criada em 2018 com a proposta de permitir que investidores negociassem contratos baseados em eventos futuros — como decisões políticas, dados econômicos e acontecimentos culturais. Segundo a própria companhia, a ideia surgiu da percepção de que “não havia uma forma direta e simples de negociar resultados de eventos”, apesar de decisões financeiras frequentemente dependerem dessas previsões.
Crescimento acelerado e regulação federal
Durante a pandemia de Covid-19, os fundadores concentraram esforços na consolidação do modelo de negócio e na obtenção de aprovação regulatória. Em novembro de 2020, a Kalshi recebeu autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão regulador do mercado de derivativos nos Estados Unidos.
Luana relembrou o risco assumido no início da trajetória empresarial:
“Right out of college, we were taking on an insane amount of risk. It was two years without a single product — nothing launched — and if we didn’t get regulated, the company would just go to zero.”
Ela também destacou a importância da legalidade no modelo de negócios:
“We really wanted to do things the right way because our vision was to build the biggest financial exchange in the world. Doing it legally was something we couldn’t compromise on.”
A empresa venceu uma disputa judicial antes da eleição presidencial norte-americana de 2024 e passou a oferecer contratos eleitorais de forma legalizada — movimento considerado um marco para o setor.
Durante a disputa entre Donald Trump e Kamala Harris, usuários apostaram mais de US$ 500 milhões na plataforma. Segundo os fundadores, o objetivo é que o mercado funcione como mecanismo de agregação de informações.
Tarek Mansour afirmou:
“We’re letting the market speak instead of pundits, pollsters, people, political figures, people with biases or conflicts of interest, people that had incentives or not.”
Parcerias estratégicas e disputa no setor
A Kalshi recebeu investimentos de empresas como Charles Schwab e Sequoia Capital. Atualmente, é avaliada acima de sua principal concorrente, a Polymarket, estimada em US$ 9 bilhões.
Recentemente, a CNN fechou parceria com a empresa para integrar probabilidades em tempo real em sua cobertura jornalística.
Segundo estimativas, Luana e Mansour, ambos com 29 anos, detêm cerca de 12% da companhia cada um, o que sustenta a avaliação patrimonial individual de US$ 1,3 bilhão.
No ranking geral, a cantora Taylor Swift aparece com patrimônio estimado em US$ 1,6 bilhão, enquanto Lucy Guo teria cerca de US$ 1,25 bilhão.
Impacto simbólico para brasileiros nos EUA
Para a comunidade brasileira na Califórnia — concentrada em regiões como Bay Area, Los Angeles e San Diego — o feito de Luana dialoga reforça três pontos centrais:
- Imigrantes estão ocupando posições estratégicas no setor financeiro americano.
- Startups reguladas nos EUA podem alcançar avaliações bilionárias em poucos anos.
- Diversidade de formação não é barreira para entrar no mercado de tecnologia.
Em um cenário em que muitos brasileiros chegam aos EUA inicialmente para estudar ou trabalhar em áreas operacionais, o caso de Luana amplia a percepção de que é possível ocupar espaços no topo do mercado financeiro americano.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Quem é Luana Lopes Lara?
Empreendedora brasileira de 29 anos, cofundadora da Kalshi, apontada como a bilionária mais jovem do mundo pela Forbes americana.
2. O que é a Kalshi?
É uma empresa americana de previsão de mercado (prediction market), que permite negociar contratos baseados em eventos futuros, operando sob regulamentação federal nos EUA.
3. Quanto vale a fortuna de Luana?
Segundo a Forbes americana, o patrimônio líquido estimado é de aproximadamente US$ 1,3 bilhão.
4. Por que essa notícia é relevante para brasileiros nos EUA?
Mostra o potencial de imigrantes brasileiros em posições de liderança no mercado financeiro e tecnológico americano.
5. A Kalshi é uma empresa de apostas?
Não exatamente. Trata-se de um mercado regulado de previsão financeira, com autorização federal nos Estados Unidos.
