Viajar como house sitter permite se hospedar gratuitamente enquanto cuida da casa e dos animais de proprietários em viagem. A prática faz parte da economia compartilhada e é uma alternativa econômica e confortável para quem deseja conhecer o mundo, especialmente profissionais que trabalham remotamente.

 

Por Lindenberg Junior

É possível viajar pelo mundo reduzindo drasticamente os custos de hospedagem.

É possível viajar pelo mundo reduzindo drasticamente os custos de hospedagem.

  Para muitos, trabalhar como house sitter ainda parece algo restrito a jovens mochileiros ou a quem deseja economizar ao máximo durante longas viagens. Mas a experiência de Sandra Domingos mostra que essa prática pode ser muito mais do que uma alternativa econômica: pode ser um verdadeiro estilo de vida.

Brasileira nascida em Recife, Sandra vive entre Itacaré, no sul da Bahia, e a Califórnia, onde morou por mais de 30 anos, em cidades como Los Angeles e Santa Barbara. Ao longo da vida, já visitou mais de 50 países e conheceu quatro continentes.

Uma Virada de Vida Que Levou ao Mundo

Depois do divórcio e com os filhos já crescidos, Sandra decidiu fazer sua primeira grande viagem sozinha. Escolheu a Ásia e passou seis meses mochilando por países como:

  • Tailândia

  • Laos

  • Vietnã

  • Camboja

  • Mianmar

  • Índia

Durante esse período, praticou ioga, meditou e mergulhou em diferentes culturas.

“Quando eu ainda estava no meu segundo casamento, viajava pelo menos uma vez por ano. Mas depois que me divorciei e meus filhos já tinham crescido, decidi fazer uma longa viagem pela primeira vez”, conta Sandra.

Desde então, ela passou a dividir o tempo entre o Brasil, visitas anuais à Califórnia para estar próxima da família e novas jornadas pelo mundo.

Ásia Acessível, Europa Mais Cara

Sandra revela que viajar pela Ásia é relativamente simples e econômico. A hospitalidade das pessoas, a segurança e a variedade de hospedagens baratas — como hostels — facilitam a experiência.

Já em regiões como:

  • Europa

  • Japão

  • Estados Unidos

os custos com hotéis e plataformas como Airbnb podem pesar bastante no orçamento.

Foi aí que ela encontrou uma alternativa inteligente: trabalhar como house sitter.

A prática permite viver como um local e ter experiências culturais mais autênticas.

A prática permite viver como um local e ter experiências culturais mais autênticas.

O Que É House Sitting?

House sitting é uma prática ligada à economia compartilhada, na qual uma pessoa cuida da casa de outra enquanto o proprietário está viajando.

De forma simples, funciona assim:

  • Você se hospeda gratuitamente na casa

  • Cuida de animais de estimação

  • Rega plantas

  • Mantém a propriedade organizada

  • Garante segurança durante a ausência do dono

Em troca, tem uma estadia confortável — muitas vezes por dias ou até um mês — sem custo de hospedagem.

É como ficar na casa de um amigo, com o conforto e a estrutura de um lar.

Como Encontrar Oportunidades

Nos últimos anos, plataformas especializadas cresceram bastante. Entre elas estão:

Desde sua criação em 2010, a TrustedHousesitters já atraiu dezenas de milhares de usuários cadastrados e mantém milhares de anúncios ativos ao redor do mundo.

O processo costuma incluir:

  • Cadastro online

  • Criação de perfil com referências

  • Entrevista (muitas vezes por vídeo)

  • Confirmação da estadia

Ideal Para Quem Trabalha Remotamente

Diferentemente de hotéis ou hostels, o house sitting oferece:

  • Mais espaço

  • Privacidade

  • Ambiente tranquilo

  • Estrutura adequada para home office

Para escritores, profissionais digitais, consultores ou qualquer pessoa que trabalhe remotamente, essa pode ser uma opção econômica e confortável.

Mais Que Economia: Uma Experiência Cultural

Ser house sitter não é apenas uma forma de cortar custos. É uma maneira de viver como um local, explorar bairros fora do circuito turístico e experimentar o cotidiano de outro país com mais profundidade.

Para Sandra, essa estratégia foi essencial para continuar viajando pelo mundo com liberdade e sustentabilidade financeira.

Para quem trabalha remotamente, ser house sitter pode unir liberdade e estabilidade.

Para quem trabalha remotamente, ser house sitter pode unir liberdade e estabilidade.

Conclusão

Viajar como house sitter é uma alternativa inteligente dentro da economia colaborativa. Permite reduzir gastos, viver experiências autênticas e manter um estilo de vida itinerante com conforto e segurança.

Mais do que uma tendência, trata-se de uma nova forma de enxergar o turismo: menos consumo e mais troca.

*Sandra Domingos é professora de ioga certificada, life coach e uma apaixonada por viagens. Ela conhece 4 continentes e já visitou mais de 50 países ao redor do mundo. Ela vive entre Itacaré na Bahia e o Sul da California onde viveu muitos anos e tem familiares.

FAQ – Perguntas Frequentes

1. Preciso ter experiência para ser house sitter?

Não necessariamente, mas ter referências e experiências com animais domésticos aumenta suas chances.

2. House sitting é seguro?

Sim, desde que você utilize plataformas confiáveis e siga os processos de verificação e entrevista.

3. Quanto tempo posso ficar em uma casa?

Depende do acordo. Pode variar de poucos dias a vários meses.

4. É permitido trabalhar remotamente durante a estadia?

Sim. Muitos house sitters aproveitam a tranquilidade para trabalhar online.

5. É preciso pagar para se cadastrar?

Algumas plataformas cobram taxa anual de associação.