A autoconsciência pode ser um caminho para interromper o ciclo de violência, ódio e sofrimento humano. O artigo defende que reconhecer a unidade entre as pessoas, independentemente de fronteiras, crenças ou condições sociais, pode estimular mais compaixão, respeito e construção de um mundo menos violento.

 

Por Alexandre Perlingeiro

A autoconsciência e o conhecimento são apresentados como caminhos para interromper ciclos de violência e sofrimento.

A autoconsciência e o conhecimento são apresentados como caminhos para interromper ciclos de violência e sofrimento.

A ignorância de estarmos separados por fronteiras, de sermos faltantes e omissos nos ilude e faz com que atos totalmente insanos sejam praticados contra nós próprios.

Seja pela miséria, pelo racismo, pela ganância, pela violência ou pela guerra, humanos são explorados, humanos morrem de fome, humanos são mortos. Também o planeta é destruído, queimado, poluído e devastado.

Por ignorância, pensamos que algo nos falta. Por ignorância, buscamos nos preencher com dinheiro, poder, prazer e até com ódio e violência.

É a ignorância a raiz de todo sofrimento humano.

Para a ignorância, somente o conhecimento. Somente a consciência da unidade trará fim ao sofrimento humano. Pois, se somos um, não há falta, não há medo, não há raiva, nem violência, tampouco guerras.

Romper o ciclo da violência

Violência gera apenas mais violência. Ódio gera apenas mais ódio. Ignorância gera apenas mais ignorância.

Que possamos interromper este ciclo vicioso com a consciência da unidade.

Não somente a nação americana foi afetada com os ataques terroristas. Não somente os povos africanos estão sendo mortos pela fome. Não somente a população civil é arrasada pelas guerras mundo afora.

Não somente os torturados estão sendo violentados. Não somente os excluídos estão sendo alijados do mundo.

Uma parte de nós também é excluída, violentada e assassinada covarde e brutalmente.

O homem agindo contra o próprio homem

É o homem agindo contra o próprio homem. É a ação a partir da ignorância de ser faltante que só faz trazer mais dor, sofrimento e ignorância.

Como disse o Cristo na cruz: “Perdoai-lhes, Senhor, porque não sabem o que fazem.”

Este é um momento propício para exercitarmos o amor, a compaixão e o respeito ao próximo.

Independentemente de nossas convicções políticas, nossas crenças religiosas, nossas nacionalidades e nossas situações socioeconômicas, que essa violência vivida hoje nas grandes cidades e entre nações seja cessada ou, no mínimo, diminuída.

Consciência para construir um mundo melhor

Que possamos agir a partir da consciência de que já somos a felicidade que buscamos ser, na construção de um mundo melhor para nossos filhos e netos e todos que estão por vir.

Incentivo a que enviem suas orações e seu amor aos mais necessitados, aos mais pobres, aos mais desesperançosos, aos que estão sozinhos, aos idosos.

A todos os que sofrem no mundo e também para aqueles que, agindo na ignorância, só fazem aumentar a violência e o sofrimento.

* Alexandre Perlingeiro é vice-presidente da Associação Brasileira de Dakshina Tantra Yoga e vive em São Paulo.

Perguntas frequentes – FAQ

1. Como a autoconsciência pode ajudar a combater a violência?

A autoconsciência pode estimular uma compreensão maior sobre a relação entre as pessoas e incentivar atitudes baseadas em amor, compaixão, respeito e consciência da unidade.

2. Qual é a relação entre ignorância e violência?

O artigo defende que a ignorância sobre nossa interdependência e a sensação de que algo nos falta podem alimentar medo, raiva, ódio e violência.

3. Por que a violência gera mais violência?

A ideia apresentada no texto é que violência e ódio tendem a alimentar novos ciclos de violência e sofrimento, tornando necessário interromper esse processo por meio da consciência, do conhecimento e da compaixão.

4. O que significa consciência da unidade?

No contexto do artigo, consciência da unidade significa reconhecer que, apesar de diferenças de nacionalidade, religião, condição social ou convicções, as pessoas fazem parte de uma mesma humanidade.

5. Como contribuir para um mundo menos violento?

O texto propõe cultivar amor, compaixão e respeito ao próximo, além de direcionar atenção e solidariedade aos mais pobres, idosos, solitários, desesperançosos e a todos os que sofrem.