O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é um dos maiores patrimônios naturais do Brasil, com mais de 300 cavernas, Mata Atlântica preservada e experiências únicas de ecoturismo. Um destino ideal para quem busca aventura, natureza e história.
By Lindenberg Junior
Do desejo e da obstinação de dois homens — Pedro Comércio e José Guimarães Passos — nasceu o PETAR.
Sertanistas e naturalistas, eles não poderiam ver tamanha beleza ser destruída pelo progresso. Em maio de 1958, o então governador Jânio Quadros assinou o decreto que preservou a última grande faixa de Mata Atlântica intocada do estado.
Sob essa floresta, considerada uma das mais ricas em biodiversidade do planeta, esconde-se um verdadeiro tesouro: centenas de cavernas impressionantes.
Milhões de anos de formação geológica
A ação da água sobre rochas metacalcárias, ao longo de milhões de anos, deu origem a cavernas subterrâneas com:
Estalactites
Estalagmites
Colunas e cortinas calcárias
Essas formações, conhecidas como espeleotemas, compõem:
Grutas (geralmente horizontais)
Abismos (verticais, com grandes desníveis)
Há cerca de 250 milhões de anos, a região era um mar interior, habitado por micro-organismos. Com o passar do tempo, transformações geológicas — como elevações e separações continentais — deram origem às montanhas calcárias que hoje sustentam a floresta.
Um dos últimos refúgios da Mata Atlântica
Devido ao solo pouco favorável à agricultura e ao relevo de difícil acesso, a região permaneceu preservada.
Hoje, o Alto Ribeira é:
Uma das maiores áreas contínuas de Mata Atlântica do Brasil
Um território com cerca de 35 mil km²
Um exemplo raro de preservação ambiental
Ao longo dos milênios, os rios esculpiram o interior das montanhas, criando um complexo sistema subterrâneo invisível à primeira vista.
O mundo subterrâneo do PETAR
O “ventre da terra” abriga mais de 300 cavernas, exploradas por espeleólogos.
Entre as principais, destacam-se:
Caverna de Santana
5.813 metros de extensão
61 metros de desnível
Caverna Água Suja
Desnível de 297 metros
Entrada imponente ao lado do rio Betari
Próximo dali, no município de Eldorado, encontra-se a famosa:
Caverna do Diabo
Maior caverna do estado
Reconhecida internacionalmente
Como visitar o parque
O PETAR é dividido em dois principais núcleos de visitação:
Núcleo Santana (setor sul)
Núcleo Caboclos (setor norte)
A partir desses pontos, são organizados roteiros acompanhados por guias locais e funcionários do parque.
Destaques importantes:
Visitas guiadas são obrigatórias
Trilhas variam de nível fácil a avançado
Ideal para quem busca ecoturismo e aventura
Natureza, aventura e cultura

Suas formações revelam milhões de anos de história geológica.
Além das cavernas, a região oferece diversas possibilidades:
Cachoeiras
Esportes radicais
Exploração de cavernas
O patrimônio cultural também é marcante:
Núcleo Histórico de Iporanga
Sítios arqueológicos
Ruínas da mineração de ouro
Cerâmica tradicional de Apiaí
Tradições e manifestações locais
A região também preserva importantes manifestações culturais e religiosas, como:
Festa do Divino Espírito Santo
Procissão fluvial de Nossa Senhora do Livramento
Nesta celebração, a imagem da santa percorre 8 km pelo rio Ribeira, reforçando a identidade cultural local.
Um destino para explorar e preservar
O PETAR reúne natureza exuberante, história geológica e riqueza cultural em um único destino.
Seja para:
Aventura
Contato com a natureza
Turismo sustentável
O parque é uma das experiências mais completas e impressionantes do Brasil.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Onde fica o PETAR?
No sul do estado de São Paulo, na região do Vale do Ribeira.
2. Quantas cavernas existem no parque?
Mais de 300 cavernas catalogadas.
3. Precisa de guia para visitar?
Sim, a visitação é feita com acompanhamento obrigatório.
4. O parque é indicado para iniciantes?
Sim, há trilhas e roteiros para diferentes níveis de experiência.
5. O que levar para visitar o PETAR?
Roupas confortáveis, tênis apropriado, lanterna e disposição para aventura.
