A história da Uber começou em 2010, quando ainda se chamava UberCab e era apenas uma pequena startup tentando provar que a tecnologia poderia transformar o mercado de táxis. O caso dos primeiros investidores mostra o potencial — e também os riscos — de apostar em empresas disruptivas antes de elas se tornarem gigantes.

Antes de ser a Uber que conhecemos hoje, a empresa era apenas a UberCab, uma pequena startup tentando testar uma nova ideia de transporte.
No dia 17 de junho de 2010, um e-mail sobre uma empresa em estágio inicial que buscava levantar capital foi enviado a um grupo de investidores. Não havia muita coisa descrita. Simplesmente dizia: “O UberCab é o motorista particular de todos. Estamos resolvendo o problema da escassez de táxis com carros particulares sob demanda via iPhone e SMS”.
E, por fim, o e-mail informou aos investidores que, após duas semanas na App Store, o conjunto alfa de 10 motoristas da UberCab estava fazendo mais de 10 viagens nas noites de fim de semana em San Francisco.
De todos os investidores que receberam aquele e-mail, apenas cinco investiram na rodada seed. A título de conhecimento, investimento seed, também conhecido como Seed Capital ou, em tradução, Capital Semente, é o investimento de recursos destinados a empresas e startups em estágio inicial de crescimento.
Mas, de volta à história, apenas cinco investidores apostaram na novata. Para os demais, essa foi uma decisão da qual poderiam se arrepender pelo resto de suas vidas.
A Uber antes de ser a Uber
A empresa, é claro, era a Uber. Mas não era a Uber que conhecemos e usamos hoje.
Naquela época, era apenas uma ideia — um experimento projetado para descobrir se um setor inteiro poderia ser interrompido com o uso da tecnologia. Era uma chance de criar um produto ou serviço que pudesse fazer algo mais rápido, melhor e mais barato do que qualquer outra coisa disponível naquele momento.
Essa é uma das características de empresas que começam do zero: existe uma grande incerteza, mas também existe a possibilidade de transformar completamente um mercado.
O risco de investir em uma startup
Sim, os riscos são muito maiores. Mas existem empresas que estão começando do zero com um potencial incrível.
Dentre essas apostas, as empresas que dão certo e viram sucesso mais do que compensam aquelas que não sobrevivem ao mercado. Com a estratégia certa, os retornos de investir em uma empresa disruptiva que está começando do zero podem ser simplesmente transformadores e resultar em riqueza geracional.
Considere este investimento inicial na Uber, antes absolutamente desconhecida, como um exemplo de como o investimento em uma empresa nova pode ser transformador.
Quanto um investimento inicial na Uber poderia valer?
Cyan e Scott Banister foram alguns dos que investiram lá no começo da Uber.
O investimento de US$ 50.000 se transformou em US$ 248.275.800 no momento da oferta pública inicial (IPO) da Uber.
Naval Ravikant investiu US$ 25.000 na mesma rodada, que cresceu para incríveis US$ 124.137.000.
Esses retornos representaram cerca de 4.965 vezes o investimento original. Isso seria suficiente para transformar um investimento de US$ 100 em US$ 496.500 e um investimento de US$ 1.000 em US$ 4.965.000.
É importante destacar que esses números representam o exemplo histórico citado no contexto do investimento inicial na Uber e não significam que investimentos em startups tenham resultados semelhantes.
O que a história da Uber ensina sobre empreendedorismo?
Isso é tudo o que é preciso para entender a lógica por trás de investimentos em empresas que estão começando do zero: não há necessidade de colocar US$ 50.000 ou US$ 100.000 em cada investimento para, em teoria, buscar retornos capazes de mudar uma vida.
Por isso, investir em empresas que estão começando do zero, e logo no início, é apresentado aqui como uma das maneiras de buscar construir patrimônio para a aposentadoria dos nossos sonhos e proporcionar às nossas famílias independência financeira por gerações.
A história da Uber mostra, ao mesmo tempo, o enorme potencial e o enorme risco desse tipo de aposta. Antes de se tornar uma gigante global, a empresa era apenas uma ideia tentando provar que a tecnologia poderia mudar a maneira como as pessoas utilizavam um serviço tradicional.
Da UberCab à transformação de um setor
A Uber começou, portanto, muito antes de a empresa se tornar um dos aplicativos mais conhecidos do mundo.
O caso da UberCab ajuda a ilustrar uma característica central do empreendedorismo tecnológico: grandes empresas podem nascer de uma tentativa de resolver um problema aparentemente simples.
No início, a proposta era utilizar iPhone e SMS para conectar passageiros a carros particulares sob demanda e enfrentar um problema conhecido em grandes cidades: a escassez de táxis.
A partir de uma pequena operação e de uma aposta de poucos investidores, a ideia evoluiu para uma empresa capaz de transformar a mobilidade urbana e o próprio conceito de transporte sob demanda.
A trajetória também ajuda a explicar por que startups despertam tanto interesse entre investidores. O potencial de crescimento pode ser enorme, mas a possibilidade de fracasso também é.
Uma história que vai além da Uber
A história da Uber antes de ser a Uber é, portanto, também uma história sobre empreendedorismo, tecnologia, inovação e risco.
Para quem acompanha o universo das startups, o caso serve como um exemplo de como uma empresa praticamente desconhecida pode chamar a atenção de investidores quando apresenta uma proposta capaz de transformar um mercado.
Ao mesmo tempo, a história reforça que resultados extraordinários como os associados aos primeiros investimentos na Uber são exceções e que investir em empresas em estágio inicial envolve riscos significativos.
Parte deste artigo foi publicada originalmente na carta do editor da edição 110 da Soul Brasil, de 2021, primeira edição da revista a ter tecnologia e tendências como tema principal. A edição 110 está disponível no eBook completo.
Perguntas frequentes – FAQ
1. Quando a Uber começou?
A história da Uber remonta a 2010, quando a empresa ainda era chamada UberCab e funcionava como uma startup em estágio inicial em San Francisco.
2. O que era a UberCab?
A UberCab era a versão inicial da empresa que posteriormente se tornaria a Uber. A proposta era conectar passageiros a carros particulares sob demanda utilizando tecnologia, inicialmente por meio de iPhone e SMS.
3. Quem investiu na Uber no início?
Entre os primeiros investidores citados na história estão Cyan Banister, Scott Banister e Naval Ravikant. Apenas cinco investidores que receberam o primeiro e-mail apresentado no artigo decidiram participar da rodada seed mencionada.
4. Quanto valeria um investimento inicial na Uber?
Segundo os números históricos apresentados neste artigo, um investimento de US$ 50.000 associado a Cyan e Scott Banister chegou a US$ 248.275.800 no momento do IPO da Uber. Naval Ravikant teria investido US$ 25.000, que chegaram a US$ 124.137.000.
5. O que a história da Uber ensina sobre empreendedorismo?
A trajetória da Uber mostra como uma pequena startup pode tentar resolver um problema existente por meio da tecnologia e, se conseguir escalar sua solução, transformar um mercado. Ao mesmo tempo, o caso evidencia que investimentos em startups apresentam riscos elevados e que resultados extraordinários são exceções.



