O ano de 2022 foi marcado pela volatilidade do mercado global de câmbio, principalmente nas cotações entre dólar e real. No primeiro dia de 2022 o dólar estava com uma cotação alta de R$5,54 e a projeção dos especialistas era de que a disparidade entre as duas moedas aumentasse, podendo alcançar a marca dos R$6,00. Mas o mercado econômico dos EUA não resistiu a uma sequência de queda logo no início do ano.

No primeiro semestre de 2022 os americanos começaram a sofrer com o medo constante de uma recessão global. Em comparação com o real, o dólar viveu seu pior momento desde janeiro de 2020. Uma sequência constante de quedas fez a moeda norte-americana passar metade do mês de março e abril abaixo dos R$5,00. Com destaque para o dia 20 de março, que fechou o dia com a menor cotação do ano, vendido a R$4,65.

O motivo para essa desvalorização do dólar foram os índices de preço do consumidor aumentarem em 8,5%, a maior marca desde 1981. O Federal Reserve esteve bastante pressionado para combater o aumento da inflação nos EUA para que a moeda norte-americana voltasse a valorizar.

Já em meados do ano, especificamente os meses de junho e julho o dólar/real se estabilizou por volta de R$5,30. Não aconteceu nada entre os países, e no mundo, que alterasse o rumo da economia. Até que alguns acontecimentos no Brasil, devido à proximidade das campanhas eleitorais, fizeram o dólar valorizar diante ao real.

A PEC dos combustíveis, o auxílio brasil e o auxílio gás se tornaram pauta no país e os investidores e economistas apelidaram essas medidas provisórias como “PEC Kamikaze”, devido aos gastos de R$37 bilhões acima do teto econômico do país. Com isso, os investidores ficaram receosos com a possibilidade de rombo nas contas públicas, fazendo o dólar alcançar a marca de R$5,49 no dia 10 de agosto, a maior cotação de 2022.

No último trimestre do ano o Brasil encarou eleições presidenciais e a disputa entre Bolsonaro e Lula fez com que a cotação do dólar se tornasse mais instável. Durante todo esse período os cenários de altas e quedas eram constantes, difícil de prever uma tendência. Alguns dias a cotação encerrava por volta de R$5,10 e no dia seguinte já estava em R$5,40. Na reta final do ano, já a partir de dezembro, a instabilidade caiu, mas ainda manteve-se oscilando entre os R$5,20 e RS5,35.

O ano de 2022 foi bom para o real pois no total valorizou 8,05% em relação à última cotação de 2021. Já para 2023, por enquanto é uma incógnita. Se aguarda os primeiros rumos da economia brasileira e se sabe que o Fed americano reforçou seu compromisso em levar a inflação nos EUA à meta de 2%, buscando um pouso suave para a maior economia do mundo.

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